terça-feira, janeiro 06, 2004

Ano novo, estou tentando ter uma vida nova.

Mas é mesmo difícil mudar assim, em questão de horas. Já tinha algumas mudanças programadas, coisas legais, importantes. Tentativas de ser uma pessoa melhor. Mas, quando eu menos esperava, lá estava euzinha, fazendo merdinha.

Estava decidida e acabar com a coleção de nãos que acumulei em 2003, e estava indo muito bem. Vencendo preconceitos, ousando, me permitinho... Mas, nada poderia ser tão simples. Acabei pegando meu primeiro não aos 5 minutos de 2004. O ano nem tinha começado direito e lá estava eu, guardando um nãozinho no bolso. Droga!

Vou dar um telefonema e sumir com este não o mais rápido possível!

segunda-feira, dezembro 29, 2003

Contrariando o momento conselho do post anterior...

...um detalhe precisa ser citado: alguns personagens de historias mal resolvidas insistem em sobreviver. São uma espécie de Jasons ou Freddies Kruegers da vida, por mais q vc soque, esfaqueie, queime e esquarteje, lá estão eles, renascendo, ou melhor, te ligando. O pior, um dia vc acaba cedendo, abrindo precedentes e aí... tudo acontece outra vez. Ele te sacaneia, vai embora ou se casa em tempo recorde com a primeira coisinha controlável que passa pela frente dele.


sábado, dezembro 27, 2003

Momento conselho

Depois dos 25 anos, NÃO passe mais de 6 meses sem ligar para seus amigos mais queridos e aqueles personagens das histórias mal resolvidas. Depois dos 30, NUNCA passe mais de 1 mês sem ligar para os amigos queridos e simplesmente esqueça os personagens das histórias mal resolvidas, pois todos eles já resolveram suas histórias com outras pessoas.

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Acabou!

Na verdade eu queria postar isso ontem, mas desenvolvi uma certa alergia a PCs depois de ficar 18h, sem parar, trabalhando com um. Estava escrevendo, e finalizando, minha monografia.

É verdade, finalmente consegui terminar!! Pari 47 páginas sobre uma pequena parte do cenário musical atual.

A nota sai na terça que vem, mas, uma certeza já tenho: ACABOU!

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Um marco em minha vida

Minha monografia está quase pronta!
Digo isso, as 5 da manhã, louca para dormir e esquecer que um dia fiquei 14 horas escrevendo, sem parar, sobre o mesmo assunto.

Salve!

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Bad News

É pessoas, as más notícias continuam tendo a mesma fonte: OS MENINOS!

domingo, dezembro 07, 2003

Sobre mudanças

Depois de muito tempo, pensou em ligar para ele. Mas, como é mesmo o número? Se esforçou por minutos, mas não conseguiu lembrar. Folheva o caderninho de telefones enquanto caminhava até o telefone. Leu, finalmante, o esquecido número e antes de discar lembrou-se do tempo em que aqueles oito números valiam mais que qualquer outra coisa. Eram números que faziam rir e chorar, números que dela tiravam a tristeza, que alivavam angústias e salvava dias, semanas, meses e anos.

Finalmente discou. Quatro toques se passaram e, como sempre (ou há pelo menos 12 anos), a secretária eletrônica atenderia. E atendeu. O recado mudou, dizia que o número tb mudou. "Como o número dele mudou?", "Será que ele se mudou?", se perguntava apreensiva. "Achei que nada disso nunca mudaria", declarou desolada.

Mas, ao recobrar a razão, foi capaz de reconhecer que também achava que seu amor nunca mudaria, e mudou.

sábado, novembro 01, 2003

Não tem jeito...

...é mesmo Halloween nesta cidade tropical e tupiniquim. Até dá para entender, mas não para aceitar tal coisa. E pensar que ontem mesmo, enquanto travava uma conversa interessantíssima sobre festas e folguedos populares do nordeste brasileiro, coisas genuinamente nacionais e pertinentes, minha rua era invadida por pequeninas bruxas, carrascos e vampiros. E, bem mais tarde, estes personagens já não eram tão pequeninos, as bruxas, carrascos e vampiros já tinham tamanho suficiente para entender que aquilo não faz parte da nossa paisagem.

Uma noite quente de primavera, do jeito que só um país tropical produz, sendo povoada por marmanjos fantasiados de monstrinhos que em nada lembram as histórias contadas por seus pais. E eu, mais uma vez saindo de uma demonstração genuína de nossas raízes (era o lançamento do DVD Lunário Perpétuo do Antônio Nóbrega), não consegui compreender que graça poderia ter absorver uma manifestação que em nada se assemelha as minhas raízes.

Será que ninguém percebe que nossos monstros são diferentes? Alguém consegue imaginar aquele personagem do filme pânico, por exemplo, sobreviver ao nosso calor debaixo daquele roupão preto e aquela máscara de látex? E a vampirada então? Como seria a vida de Conde Drácula da vida se ele morasse no sertão, lá em Arco Verde, por exemplo?

Por aqui saldamos nossos mortos com missas, orações e flores nos túmulos. Dar doces para as crianças é em outra data, dia 27 do mês passado para ser precisa. Se fantasiar, mesmo que seja de monstrinho, tb é em outra data, outra festa, no Carnaval para ser precisa.

Continuo sonhando com uma festa do folclore, quando crianças se fantasiarão de Curupira, Saci, Mãe d'agua, e os adultos dançarão uma enorme ciranda, escutarão com atenção a poesia dos cantadores e serão todos brincantes ao menos por um dia.

domingo, outubro 19, 2003

Dúvidas e questões

Acontece tanta coisa que eu gostaria de postar por aqui, mas quase nunca é possível. Talvez seja paranóia minha, mas fico sempre preocupada com as conseqüências futuras.

Um bom exemplo disso é a minha passagem pelo BMF, para quem não se ligou Brasília Music Festival. Queria tentar contar os detalhes do festival por aqui, mas a nóia não deixou. Fui até lá a trabalho e, como mercado é pequeno, existe concorrência. Nesse caso o segredo é a alma do negócio. Tudo bem que todo mundo sabia da existência deste festival, mas q existiria uma cobertura já é um outro estágio do conhecimento.

E assim passou. Passou o festival, passou minhas aventuras nos bastidores e minha batalha contra o ar seco de Brasília. Na lembrança ficaram apenas o áudio perfeito do show do Simply Red, o mais incrível que já ouvi depois do Roger Walters na Apoteose, a emocionante e histórica apresentação do Capital, Chrissie Hynde rebolando e todos os gringos perguntando pelo Lula. Acreditem se quiser, nosso presidente agora faz parte da lista de preocupações dos gringos logo depois do futebol.


Tirando onda na house mix.

domingo, outubro 12, 2003

A ignorância é mesmo uma dádiva!

Pode parecer estúpido dizer algo assim, mas as coisas são considerávelmente mais fáceis quando não se tem noção da real importância que têm ou da extensão.

sexta-feira, outubro 10, 2003

Sobre as lágrimas

Sentia-se então especialmente triste naquele momento. Chegara ao ápice de uma dúvida que há dias amargava sua boca e seu coração.
Eram as lembranças que lhe cutucavam de leve que agora afloraram finalmente. Todas vieram à tona e, como de costume, ficou ali a contemplar pacientemente uma a uma. Olhares, toques, palavras, gestos, odores, gostos, cores, sons.
Nem mesmo os olhos ensopados de lágrimas pareciam incomodar. Ficou ali por horas, parada, olhar perdido, lágrimas rolando pelo rosto, peito dolorido de tanta saudade.
Sim, ainda existe alguma coisa, de alguma maneira ele ainda vive. Talvez amor, talvez mágoa, não importa muito como pode ser nomeado tal sentimento, é fato que ainda está ali, no mesmo lugar onde ele deixou quando decidiu partir.
Onde está a chave do seu coração quando vc precisa dela?

quarta-feira, outubro 08, 2003

É simplesmente horrível ser traída por seus próprios pensamentos.
Aquele velho conflito razão X emoção nunca esteve tão em voga por aqui. Tô ficando preocupada com isso.
Visões do futuro

Nas últimas semanas venho descobrindo como é dura a vida de quem já faz parte da terceira idade. Não ter força nos braços para sustentar o peso do próprio corpo, não conseguir andar com rapidez, mesmo que suas pernas lhe pareçam sadias. Correr? Nem pensar, seu coração pode não agüentar.

De alguma forma sempre convivi muito com idosos e seus problemas. Nem de longe me aproximaria de uma Dóris, personagem polêmica criada por Manoel Carlos q odeia idosos, da vida. Mas é muito estranho sentir na própria pele como eles se sentem. Até perder ônibus eu já perdi!

Explica-se:
Meu prolapso da válvula mitral resolveu me importunar mais uma vez limitando minha vida de pessoa aparentemente normal.

domingo, outubro 05, 2003

Aniversário do dia



O que dar de presente para uma moça q veio dos Andes?
Eu sempre quis ter uma lhama, e isso me parece muito pertinete neste momento.
Moça dos Andes, te presenteio com uma lhama fofinha. Espero q ela goste de morar em Copa tanto quanto vc:-)
Três horas sentada na frente do computador colocando minhas leituras online em dia e mais uma hora em busca de receitas com carne de soja.
Ventos da mudança?!?!?

sábado, outubro 04, 2003

As diferenças entre talento e repertório

Hoje fiquei pensando insistentemente nas injustiças musicais q cometemos freqüentemente. Acordei cedo e lá estavam na TV, no SBT é claro, as cinco meninas do Rouge. Podem torcer o nariz, eu mesma já fiz isso uma vez.O tal Rouge, para quem não sabe, é, na minha mais humilde opinião, um dos poucos projetos bem sucedido da TV brasileira dos últimos anos de baixaria generalizada. Justifico: as meninas tem talento, tem um passado. Algumas cantavam em bares na noite, outras em grupos de serenata e bandas de bailes. Tirando uma outra q parecem ser bem nascidas, aparentam uma origem humilde. Estudaram, trabalharam, se sustentaram, viveram e apostaram em uma coisa q parecia loucura: participar de um programa de TV p/ formar um grupo de música teen. Lamentável fim, pensava no sofá da minha casa enquanto ouvia, e via, as meninas na TV interpretando “King of pain”, do Police, “Black Bird Fly”, de John Lennon e Paul McCarteney, “I’ll survive”, Gloria Gaynor, e “Segue o seco”, gravado por Marisa Monte, a capela ou acompanhadas apenas por um violão, tocado por elas mesmas. São incrivelmente afinadas, seguras. Cinco timbres diferentes, cinco estilos diferentes empacotados em um repertório ruim, adolescente. Um desperdício!

O motivo de toda esta reflexão veio lá da redação. Depois de ser ridicularizada por declarar minha admiração pelo Pedro Mariano, ouvi da boca das próprias inquisidoras que adoraram tal faixa do disco novo do rapaz. E com a desculpa de ouvir tal faixa, escutaram todo o CD e chegaram a admitir, muito disfarçadamente, que o rapaz canta direitinho.

Sim, ele canta bem, eu digo com a segurança de quem acompanha a carreira do menino desde o primeiro trabalho. O q estraga é o repertório. O Pedro é exigente e cuidadoso, tem ouvido educado, é baterista e perfeccionista. Entende de áudio e de música. No palco mexe na posição dos microfones, dá palpite nas introduções da guitarra, no tempo do baixo, na digitação do tecladista... Mas para escolher repertório o cara é complicado. Eu acredito q é uma opção dele, um caminho q encontrou para formar um público mais fiel, talvez. As musicas românticas que beiram o brega sempre povoam seus CDs, mesmo com ele cantando bem. Complicado para quem não tem paciência de ouvir além da letra. Assim se cometem as injustiças musicais.

quinta-feira, outubro 02, 2003

Por Deus! Alguém ai já viu a Lara Croft dando um soco no “nariz” de um enorme tubarão, só para pegar uma caroninha até a superfície? Quanta crueldade....

quarta-feira, outubro 01, 2003

Q noite badalada

Fui ao Canecão ver meu queridinho Pedro Mariano cantando. A novidade estava em seu ilustríssimo acompanhante. Ao piano César Camargo Mariano, pai e parceiro neste novo projeto. Sou obrigada a admitir, César fez Pedro ficar melhor musicalmente. O cara (César) é mesmo uma unanimidade!!! Esteticamente bonito, simpático, cuidadoso e muito agradável para os ouvidos. Certa vez entrevistei um músico que quando começou a tocar ganhou o apelido de Cesinha, de tanto ouvir o César tocar e assimilar seu estilo. Esse músico hoje toca teclado na gig do Prince. Não o meu cachorro, mas o pop star, ex Mister Symbol.

Histórias à parte, foi incrível ver o César tocar no palco do Canecão. E este trabalho, Piano & Voz, novo CD do Pedro Mariano que o paizão, César Camargo Mariano como músico, arranjador e co-produtor, está impecável

A noite não terminou aí, saindo do grande caneco parti rumo ao Ballroon. Era noite de Reggae B e prometia uma participação do Paralamas do Sucesso, os dois q sobram, já q o Bi já faz parte da banda principal da noite. Foi minha primeira experiência com Herbert Vianna depois do acidente, é muito estranho. Tem aquele tom de milagre: “puxa o cara ta vivo”; “nossa, ele consegue tocar!”; “gente, ele ta cantando de verdade!”.

Na verdade fiquei confusa. Lembrei dele dançando no palco imitando o Renato Russo, ele magrinho fazendo pose de galã nos videoclipes, solando nos shows, cantando, sorrindo, livre, independente. Vê-lo preso na cadeira com alguém sempre perto, tocando e olhando para os lados para ver se tem alguém para arrumar a guitarra, abaixar o microfone, cantando uma música atrás da outra sem brincar com a platéia. Não sei se estou feliz.
Definitivamente este aqui é o lugar mais chato da grande rede!!
Desculpem leitores ocasionais, mas esta é a prova do meu relaxamento. Nunca fui boa com compromissos rotineiros, isso inclui os blogs, em primeira instância. Entenderam?