Pronto, acabou de vez a magia
Foi comprovada com 94% de precisão que o sucesso de um relacionamento pode ser medido matematicamente.
Cientistas americanos (claro, são sempre eles os culpados!) concluiram uma pesquisa agora conseguem medir através de algumas fórmulas matemáticas se os casais permanecerão casados por muito tempo ou não. A coisa parece interessante e ganhou credibilidade quando foi divulgado, e comprovado, seu índice de acerto. Sim, 94% de precisão!
A base das contas começa com a observação de 15 minutos de conversa entre os casais.
"Nós analisamos se o casal é carinhoso e amigo, se cada um presta atenção no que o outro fala, como eles lidam com os conflitos e vamos computando pontos para cada aspecto positivo e negativo do relacionamento. Os casais que obtinham mais pontos positivos que negativos permaneciam casados. Esses, em geral, apresentavam cinco vezes mais pontos positivos que negativos", contou o psicólogo John Gottman, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa de Relacionamentos e professor da Universidade de Washington, durante uma apresentação do estudo, no Encontro Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês). - FONTE:Globo Online.
Então tá legal, agora p/ casar, além de apresentar o teste de AIDS, as pessoas precisam passar tb no teste dos 15 minutos de conversa seguidos de alguns cálculos matemáticos. Será que vai sobrar tempo p/ eles se amarem?
sábado, fevereiro 14, 2004
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
Coincidências...
Um assunto difícil de discorrer. Seriam, basicamente, coisas que acontecem de um jeito estranho pacas. Mas será q é só isso mesmo?
Vc conhece um carinha prá lá de interessante e sabe q vai encontrá-lo no dia seguinte, inevitável que ele povoe seus pensamentos enquanto decide o que vestir na ocasião. Vcs dois se encontram e voilá: ele está com uma roupa parecida com a sua. Vc tenta disfarçar, mas tem sempre alguém para jogar uma piadinha e deixar vcs dois sem graça.
Vc solta seu bordão predileto dos últimos meses: “ô mô Deus”. Ele rapidamente completa: “ô mô Pai”. Sim, ele tb conhece a música mais ridícula de todos os tempos, aquela q vc se acabou de rir quando ouviu no reveillon e que uma, a cada 50 pessoas q vc conhece, já ouviu tb.
Vc está navegando e resolve enviar um e-card para ele. Entra no site e, de cara, escolhe um, lindinho, que tem tudo a ver. Mas, na hora de enviar ele simplesmente não vai pq vc, até no e-card, fala d+. Desiste dele e manda outro, com mais espaço para seu textinho. Quando ele lê resolve responder e advinha só qual e-card ele escolheu?
Um assunto difícil de discorrer. Seriam, basicamente, coisas que acontecem de um jeito estranho pacas. Mas será q é só isso mesmo?
Vc conhece um carinha prá lá de interessante e sabe q vai encontrá-lo no dia seguinte, inevitável que ele povoe seus pensamentos enquanto decide o que vestir na ocasião. Vcs dois se encontram e voilá: ele está com uma roupa parecida com a sua. Vc tenta disfarçar, mas tem sempre alguém para jogar uma piadinha e deixar vcs dois sem graça.
Vc solta seu bordão predileto dos últimos meses: “ô mô Deus”. Ele rapidamente completa: “ô mô Pai”. Sim, ele tb conhece a música mais ridícula de todos os tempos, aquela q vc se acabou de rir quando ouviu no reveillon e que uma, a cada 50 pessoas q vc conhece, já ouviu tb.
Vc está navegando e resolve enviar um e-card para ele. Entra no site e, de cara, escolhe um, lindinho, que tem tudo a ver. Mas, na hora de enviar ele simplesmente não vai pq vc, até no e-card, fala d+. Desiste dele e manda outro, com mais espaço para seu textinho. Quando ele lê resolve responder e advinha só qual e-card ele escolheu?
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Ao menos um...
Hoje fiquei sabendo que tenho um leitor fiel. Preciso ter mais cuidado com o escrevo por aqui:-)))
Bem, sobre meu leitor, peço licença e mando um recado:
"Moço bonito que está indo para o Sul, faça uma boa viagem e cheque seus emails.
A estas horas já tem mensagem para vc por lá.
Bjins:-**"
Hoje fiquei sabendo que tenho um leitor fiel. Preciso ter mais cuidado com o escrevo por aqui:-)))
Bem, sobre meu leitor, peço licença e mando um recado:
"Moço bonito que está indo para o Sul, faça uma boa viagem e cheque seus emails.
A estas horas já tem mensagem para vc por lá.
Bjins:-**"
terça-feira, fevereiro 10, 2004
O Pro Tools
Ontem acompanhei um workshop sobre áudio no cinema usando o Pro Tools, ou não.
Na platéia cerca de 150 pessoas do ramo debatiam, esclareciam suas dúvidas e criavam outras tantas. No palco, Ronconi (o mais fofo!) e Rodrigo (o mais gato!), além do Astor da Digidesign, fabricante do Pro Tools, se esforçavam para saciar a sede de informação dos tarados da platéia.
A idéia era falar sobre os caminhos do áudio ne mídia cinema, o que, naturalmente, esbarraria na ferramenta Pro Tools, já considerada default no meio. Mas tudo se perdeu no emaranhado de perguntas que as irriquietas mentes apaixonadas formulavam a cada segundo.
Tarados? Sim, todos eles são. Mas o foco de suas taras é mesmo o áudio. Consoles, microfones, caixas e tudo mais que emita, capte, mixe ou aperfeiçoe o som, ah, e que tenha botões, muitos botões, tudo isso tira o sono dos apaixonados rapazes. Uma paixão que faz os olhinhos dos moços brilharem diante de uma telinha com algumas pistas sonoras à mostra. Uma coisa emocionante de se ver.
Quanto a mim, fiquei lá, quietinha no meio de todos eles. Sem entender muita coisa, é claro. O assunto vagava por níveis muito além da minha compreensão, mas ainda assim tirei muito proveito das quase três horas de bate-papo. Pude ver o quanto meu trabalho é importante tb, afinal, escrevo para pessoas que amam muito o que fazem. Saí de lá emocionada e desesperada. O peso sobre meus ombros aumentou substancialmente.
Para fazer arte é preciso muito amor.
Ontem acompanhei um workshop sobre áudio no cinema usando o Pro Tools, ou não.
Na platéia cerca de 150 pessoas do ramo debatiam, esclareciam suas dúvidas e criavam outras tantas. No palco, Ronconi (o mais fofo!) e Rodrigo (o mais gato!), além do Astor da Digidesign, fabricante do Pro Tools, se esforçavam para saciar a sede de informação dos tarados da platéia.
A idéia era falar sobre os caminhos do áudio ne mídia cinema, o que, naturalmente, esbarraria na ferramenta Pro Tools, já considerada default no meio. Mas tudo se perdeu no emaranhado de perguntas que as irriquietas mentes apaixonadas formulavam a cada segundo.
Tarados? Sim, todos eles são. Mas o foco de suas taras é mesmo o áudio. Consoles, microfones, caixas e tudo mais que emita, capte, mixe ou aperfeiçoe o som, ah, e que tenha botões, muitos botões, tudo isso tira o sono dos apaixonados rapazes. Uma paixão que faz os olhinhos dos moços brilharem diante de uma telinha com algumas pistas sonoras à mostra. Uma coisa emocionante de se ver.
Quanto a mim, fiquei lá, quietinha no meio de todos eles. Sem entender muita coisa, é claro. O assunto vagava por níveis muito além da minha compreensão, mas ainda assim tirei muito proveito das quase três horas de bate-papo. Pude ver o quanto meu trabalho é importante tb, afinal, escrevo para pessoas que amam muito o que fazem. Saí de lá emocionada e desesperada. O peso sobre meus ombros aumentou substancialmente.
Para fazer arte é preciso muito amor.
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
Crônica do amor louco, porém, verdadeiro
Por Arnaldo Jabor.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa mobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim! Você é inteligente, lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. É Independente, tem emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso
Por Arnaldo Jabor.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa mobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim! Você é inteligente, lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. É Independente, tem emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso
domingo, fevereiro 08, 2004
Bono Vox
Ai esta um sujeito que faz jus ao nome. Eu pergunto: existe coisa mais gostosa do que ouvir senhor Bono cantar?
Ouviria "Stay" e "One" por toda vida... ja ouvi umas dez vezes na ultima volta completa do relogio.
Alias, a versao de One que tenho aqui eh pra la de especial, pois junta outra voz querida por mim, a de Mike Stipe, vocal do REM
"You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt"
"If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...then the day would keep its trust
Stay...with the demons you drowned
Stay...with the spirit I found
Stay...and the night would be enough "
Ai esta um sujeito que faz jus ao nome. Eu pergunto: existe coisa mais gostosa do que ouvir senhor Bono cantar?
Ouviria "Stay" e "One" por toda vida... ja ouvi umas dez vezes na ultima volta completa do relogio.
Alias, a versao de One que tenho aqui eh pra la de especial, pois junta outra voz querida por mim, a de Mike Stipe, vocal do REM
"You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt"
"If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...then the day would keep its trust
Stay...with the demons you drowned
Stay...with the spirit I found
Stay...and the night would be enough "
Estranhas conclusões
Sempre q saio por ai navegando de bobeira e lendo os blogs dos amigos, volto para cá e acho tudo tão diferente. Tem gente que escreve diarinhos de verdade, como diria uma pessoa, não tão bem quista por mim, mas com frases pertinentes às vezes, verdadeiros "blogs Hello Kitty". Tem gente que filosofa sem parar, ainda tem aqueles que "quase" nunca escrevem (acho q me enquadro nesses), os que comentam coisas do dia, que criticam o dia, os que reclamam de tudo...
Leio tudo isso e volto para cá e, nesse cená¡rio verde, morro de rir com as coisas bobas que escrevo, mas não encontro nenhuma qualificação para elas. Não é um diarinho, não tem comentários diários, não tem críticas ou restrições sérias ao trabalho de ninguém, são coisinhas que provam que ao menos um Gremilin não é verde:-) Confesso que meu instinto jornalístico (isso tem mesmo um tom de doença crônica) me cobra mais seriedade e profundidade na narração e divulgação dos fatos que acontecem ao meu redor, mas e daí? Vivo enrolada com minhas matérias (que ultimamente estão uma droga, verdade seja dita), aqui só quero falar amenidades.
E chega de conflito por hj!
Leio tudo isso e volto para cá e, nesse cená¡rio verde, morro de rir com as coisas bobas que escrevo, mas não encontro nenhuma qualificação para elas. Não é um diarinho, não tem comentários diários, não tem críticas ou restrições sérias ao trabalho de ninguém, são coisinhas que provam que ao menos um Gremilin não é verde:-) Confesso que meu instinto jornalístico (isso tem mesmo um tom de doença crônica) me cobra mais seriedade e profundidade na narração e divulgação dos fatos que acontecem ao meu redor, mas e daí? Vivo enrolada com minhas matérias (que ultimamente estão uma droga, verdade seja dita), aqui só quero falar amenidades.
E chega de conflito por hj!
sábado, fevereiro 07, 2004
Sobre Salvador
Era sua primeira vez naquela cidade. A excitação natural pelo momento se misturava à ansiedade descobrir o novo lugar. Já na saída do aeroporto, seus olhos curiosos buscavam os detalhes. Bambus na beira da estrada quase fechavam o caminho ao mesmo tempo em que puxavam velhas lembranças, despertando semelhanças com locais já conhecidos iniciando seu velho jogo de memória. Um jogo que sempre fazia, uma maneira divertida de se deixar à vontade em qualquer lugar, mesmo os nunca vistos.
Os dias se seguiram recheados de agitação. Aquela solidão positiva num quarto de hotel e nas rápidas caminhadas pelas ruas. Refeições solitárias e dias agitados repletos de novidades e pessoas diferentes. Tudo caminhava do jeito que mais gostava, totalmente fora da monotonia. Seu espírito estava livre.
No meio de toda correria, um olhar a segura. O rapaz a fitava com tamanha precisão que não passou despercebido. Comovida com tal atitude, um tanto rara em sua vida apressada, correspondeu, como de costume, esperançosa. Aquela mesmo esperança tola que insiste em ludibriá-la, deixando tudo mais bonito ao seu redor. Sorrisos trocados, palavras descompromissadas e pronto, lá estava ela dedicando sua preciosa atenção aos passos do rapaz.
Um pouco mais de conversa e as afinidades surgem. Mais uma dose de palavras e lá estão as divertidas divergências. Os dois se põem a rir, divertem-se juntos. E mais olhares trocados fazem surgir uma ponta de desejo. Ele aproveita qualquer oportunidade para cruzar seu olhar com o dela ou tocá-la acidentalmente. Numa dessas oportunidades, ousa acariciá-la delicada e discretamente. Carinhos no pescoço, quem pode recusar? Ela fica imóvel, desligada do mundo, apenas sentindo o momento.
A evolução natural, no meio de uma brincadeira e várias risadas, surge o beijo, algo já esperado ansiosamente por ela. Os efeitos são automáticos. De olhos fechados ela pensava: "Não pare, por favor". E o momento fulgás ganha ares de eternidade.
Os dias se seguiram recheados de agitação. Aquela solidão positiva num quarto de hotel e nas rápidas caminhadas pelas ruas. Refeições solitárias e dias agitados repletos de novidades e pessoas diferentes. Tudo caminhava do jeito que mais gostava, totalmente fora da monotonia. Seu espírito estava livre.
No meio de toda correria, um olhar a segura. O rapaz a fitava com tamanha precisão que não passou despercebido. Comovida com tal atitude, um tanto rara em sua vida apressada, correspondeu, como de costume, esperançosa. Aquela mesmo esperança tola que insiste em ludibriá-la, deixando tudo mais bonito ao seu redor. Sorrisos trocados, palavras descompromissadas e pronto, lá estava ela dedicando sua preciosa atenção aos passos do rapaz.
Um pouco mais de conversa e as afinidades surgem. Mais uma dose de palavras e lá estão as divertidas divergências. Os dois se põem a rir, divertem-se juntos. E mais olhares trocados fazem surgir uma ponta de desejo. Ele aproveita qualquer oportunidade para cruzar seu olhar com o dela ou tocá-la acidentalmente. Numa dessas oportunidades, ousa acariciá-la delicada e discretamente. Carinhos no pescoço, quem pode recusar? Ela fica imóvel, desligada do mundo, apenas sentindo o momento.
A evolução natural, no meio de uma brincadeira e várias risadas, surge o beijo, algo já esperado ansiosamente por ela. Os efeitos são automáticos. De olhos fechados ela pensava: "Não pare, por favor". E o momento fulgás ganha ares de eternidade.
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Salvador é tão fresquinho que dá uma preguiça...
Até ontem eu estava em Salvador, mas nem perecia. Foram seis dias tão corridos que mais pareceram seis horas! No meio de toda lezeira baiana, eu corria mais que tudo. Quase na velocidade da luz, tentava, em vão, fazer a cobertura mais legal da minha curta carreira de jornalista especializada.
Festival de Verão Salvador era a pauta principal, na mala levei mais duas sugestões para apurar: carnaval e uma suposta casa de shows na casa de Ivete Sangalo. Mas o festival se sobrepôs. Tamanho era o volume de informações que rendia a cada segundo e eu lá, em vão repito, tentando assimilar tudo.
Quando vi que era mesmo em vão todas as minhas tentativas de apurar todos os detalhes do mega festival para duas revistas ao mesmo tempo, segui o conselho do sábio do áudio global e fiz apenas o que meu corpo permitia. Consegui relaxar a dar uma espiada básica na ala minha família que reside por lá há quase 25 anos. Turismo Fuji, assim apelidei minha passagem relâmpago pelos pontos turísticos da cidade. Um mergulho na praia de Itapoá para espantar o cansaço de uma sexta feira de cão, almoço com a família, mais festival e eu já estava com as malas de volta ao aeroporto.
Assim foi minha passagem pela terra de Gabriela...
Tudo bem, eu confesso: descolei alguns minutos para o prazer, este encontrado numa fonte legitimamente importada do sudeste. Nem toda alegria precisa ser baiana quando se está em Salvador;-)
Festival de Verão Salvador era a pauta principal, na mala levei mais duas sugestões para apurar: carnaval e uma suposta casa de shows na casa de Ivete Sangalo. Mas o festival se sobrepôs. Tamanho era o volume de informações que rendia a cada segundo e eu lá, em vão repito, tentando assimilar tudo.
Quando vi que era mesmo em vão todas as minhas tentativas de apurar todos os detalhes do mega festival para duas revistas ao mesmo tempo, segui o conselho do sábio do áudio global e fiz apenas o que meu corpo permitia. Consegui relaxar a dar uma espiada básica na ala minha família que reside por lá há quase 25 anos. Turismo Fuji, assim apelidei minha passagem relâmpago pelos pontos turísticos da cidade. Um mergulho na praia de Itapoá para espantar o cansaço de uma sexta feira de cão, almoço com a família, mais festival e eu já estava com as malas de volta ao aeroporto.
Assim foi minha passagem pela terra de Gabriela...
Tudo bem, eu confesso: descolei alguns minutos para o prazer, este encontrado numa fonte legitimamente importada do sudeste. Nem toda alegria precisa ser baiana quando se está em Salvador;-)
sábado, janeiro 24, 2004
Sobre a beira mar - Parte II
Já era noite quando os dois voltaram a se encontrar e amigos em comum fizeram a aproximação acontecer. Partilharam o mesmo espaço por poucas horas, mas os sorrisos confirmavam o quão agradável era aquele encontro inesperado. Enquanto o som rolava e outras tantas conversas paralelas, ele encontrou um jeito de conseguir dela uma lembrança.
Quando o final da noite chegou, ela se viu só. Os seus não mais estava à sua espera e apenas o rosto dele era familiar naquele momento. "Me esqueceram aqui", ela deixou escapar desolada. "Sorte a minha", ele retrucou baixinho, já se prontificando a conduzi-la até seu destino.
E assim, ele, no papel de cavalheiro, a acompanhou pela madrugada. No caminho, conversas evasivas talvez disfarçassem intenções proibidas. Quando perceberam o destino já se apresentava. Ela se despediu nervosa, ele a deixou ir sem empecilhos.
Enquanto subia as escadas ouvia as vozes em sua cabeça. Eram desejos se pronunciando, palavras de reprovação misturadas a idéias impuras. Era tanto o barulho que custou a dormir.
Pela manhã, ao abrir dos olhos, um sorriso denunciava: nos seus sonhos ele havia estado por toda noite. Pecado!
Quando o final da noite chegou, ela se viu só. Os seus não mais estava à sua espera e apenas o rosto dele era familiar naquele momento. "Me esqueceram aqui", ela deixou escapar desolada. "Sorte a minha", ele retrucou baixinho, já se prontificando a conduzi-la até seu destino.
E assim, ele, no papel de cavalheiro, a acompanhou pela madrugada. No caminho, conversas evasivas talvez disfarçassem intenções proibidas. Quando perceberam o destino já se apresentava. Ela se despediu nervosa, ele a deixou ir sem empecilhos.
Enquanto subia as escadas ouvia as vozes em sua cabeça. Eram desejos se pronunciando, palavras de reprovação misturadas a idéias impuras. Era tanto o barulho que custou a dormir.
Pela manhã, ao abrir dos olhos, um sorriso denunciava: nos seus sonhos ele havia estado por toda noite. Pecado!
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Sobre a beira mar - Parte I
Mesmo com o sol do alto verão, o clima permanecia ameno. A brisa do mar acalma os ânimos e deixa aquela moleza no corpo que só entende quem nasce abaixo da linha do Equador. A luz do dia reflete na areia, clareando tudo ao redor, idéias, almas e pensamentos. Tudo parece mais fácil à beira mar.
Buscava alguém com o olhar para saciar sua eterna sede de saber, dúvidas que surgem a cada observação do desconhecido. Porém, sua alma inquieta a fazia buscar o que na verdade mais desejava: um amor. Alguns minutos de procura e ela o viu, sentado à sombra, pacientemente à espera de alguém.
Sem nenhuma cerimônia, quebrou o silêncio se apresentando e travando rapidamente uma conversa. As perguntas são mesmo seu forte e, sem piedade, interrogava-o sobre todas as coisas, sem desistir nem mesmo sob os argumentos do rapaz. "Não sou bom com as palavras", disse ele por trás de um sorriso cativante.
Diante de tanta delicadeza, ela respondeu sem titubear: "Deixa que das palavras cuido eu". Pronto, lá se foi a chance do rapaz de fugir de seu implacável interrogatório. Mas, a esta altura ele parecia gostar da conversa com ares de inquisição. Caminharam, viram coisas juntos, partilharam idéias e alguns olhares.
Dele, ela conseguiu uma bela lembrança minutos antes da pessoa aguardada chegar e todo o assunto ser interrompido. Ele se foi, mas deixou um convite: "Aparece mais tarde". Algumas pendências a levaram a aceitar o furtivo convite. Ao se despedir, um aceno do belo rapaz a fez perceber que algo brilhava em sua mão. Uma aliança, um sinal de união, posta no dedo anular esquerdo, aquele por onde passa a artéria que leva sangue ao coração. Um coração já ocupado.
Mesmo desanimada com tal suspeita, horas depois ela o procurou novamente. E se deparou com o rapaz acompanhado. A mesma aliança iluminava a mão esquerda da moça. A penas uma pergunta de longe e a resposta negativa a fez partir. De longe ela observava a moça e se perguntava: "Onde será que eu estava enquanto eles se casavam? Onde será que eu estava enquanto todos se casavam?".
Mais uma vez aquela velha sensação de ter chegado atrasada à sua própria vida.
Mesmo com o sol do alto verão, o clima permanecia ameno. A brisa do mar acalma os ânimos e deixa aquela moleza no corpo que só entende quem nasce abaixo da linha do Equador. A luz do dia reflete na areia, clareando tudo ao redor, idéias, almas e pensamentos. Tudo parece mais fácil à beira mar.
Buscava alguém com o olhar para saciar sua eterna sede de saber, dúvidas que surgem a cada observação do desconhecido. Porém, sua alma inquieta a fazia buscar o que na verdade mais desejava: um amor. Alguns minutos de procura e ela o viu, sentado à sombra, pacientemente à espera de alguém.
Sem nenhuma cerimônia, quebrou o silêncio se apresentando e travando rapidamente uma conversa. As perguntas são mesmo seu forte e, sem piedade, interrogava-o sobre todas as coisas, sem desistir nem mesmo sob os argumentos do rapaz. "Não sou bom com as palavras", disse ele por trás de um sorriso cativante.
Diante de tanta delicadeza, ela respondeu sem titubear: "Deixa que das palavras cuido eu". Pronto, lá se foi a chance do rapaz de fugir de seu implacável interrogatório. Mas, a esta altura ele parecia gostar da conversa com ares de inquisição. Caminharam, viram coisas juntos, partilharam idéias e alguns olhares.
Dele, ela conseguiu uma bela lembrança minutos antes da pessoa aguardada chegar e todo o assunto ser interrompido. Ele se foi, mas deixou um convite: "Aparece mais tarde". Algumas pendências a levaram a aceitar o furtivo convite. Ao se despedir, um aceno do belo rapaz a fez perceber que algo brilhava em sua mão. Uma aliança, um sinal de união, posta no dedo anular esquerdo, aquele por onde passa a artéria que leva sangue ao coração. Um coração já ocupado.
Mesmo desanimada com tal suspeita, horas depois ela o procurou novamente. E se deparou com o rapaz acompanhado. A mesma aliança iluminava a mão esquerda da moça. A penas uma pergunta de longe e a resposta negativa a fez partir. De longe ela observava a moça e se perguntava: "Onde será que eu estava enquanto eles se casavam? Onde será que eu estava enquanto todos se casavam?".
Mais uma vez aquela velha sensação de ter chegado atrasada à sua própria vida.
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Acabei de descobrir esta música...
...e me deu uma vontade louca de me apaixonar outra vez;-P
Supernova - (Samuel Rosa - Fausto Fawcett)
É nítido, direto e inquietante
Eu diria totalmente extravagante
Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo
Não tem calma o forte sim da tua presença
Fecundando minha mente e o fundo desse poço
Onde me jogo simplesmente por esporte boêmio
Mas é tão sério e maluco tá por um fio de tensão
Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo
Obtém aquele máximo poder de um casal
Que é só mesmo destino de um pro outro
No universo das paixões
Amor assim é supernova
Certeiro na veia da carne
Da alma, na carne d'alma
É nítido, direto e inquietante
Eu diria totalmente extravagante
Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo
Não tem calma o forte sim da tua presença
Fecundando minha mente e o fundo desse poço
Onde me jogo simplesmente por esporte boêmio
Mas é tão sério e maluco tá por um fio de tensão
Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo
Obtém aquele máximo poder de um casal
Que é só mesmo destino de um pro outro
No universo das paixões
Amor assim é supernova
Certeiro na veia da carne
Da alma, na carne d'alma
...e me deu uma vontade louca de me apaixonar outra vez;-P
terça-feira, janeiro 13, 2004
Eu me manifestei!
Compareci aos dois dias de Hip Hop Manifesta, o primeiro grande evento carioca de 2004, nascido sob o signo da polêmica e da confusão. O que restou de mim depois da maratona foi trabalhar hj, cinco horas atrasada, e concluir uma materinha sobre o evento p/ minha fonte de renda publicar.
Primeiro dia e confusão generalizada, nem mesmo euzinha, mestre em estratégias para grandes eventos, fiquei livre da confusão. Minha photofriend Alê, sumiu na multidão portando meu greencard (na verdade amarelo) para o livre acesso ao evento. Mas isso foi um fato menor se comparado à confusão para entrar no Rio Centro. O público se esbofeteando na entrada, tentando pular as grades enquanto outros tantos se drogavam, embebedavam e divertiam, não necessariamente nesta ordem, lá dentro. Tudo isso para ver a decepcionante (ao menos para mim) apresentação do lamentável Snoop Dogg. Um cara que não canta, usa play back quase o tempo todo e não leva mais de 1 minuto e meio em cada música. Fiquei chocada! A figura faz medley com suas próprias músicas ao vivo, na frente de 25 mil pessoas. Um fato lamentável! Para melhorar um pouco a imagem da trupe internacional, Ja Rule fez um show bacana. Tb teve play back pacas, mas o cara ao menos cantou o tempo todo encima das bases, e ainda trouxe aparatos cenotécnicos para distrair a galera e deixar a coisa menos dolorida para quem pagou R$40,00. Teve fogo, cortininha de fogos e chuva de papel picado, meio boiola para um rapper, mas tudo bem. O cara ainda foi p/ galera, cantou pertinho de mim, apertou mãos e eu consegui ver o quanto ele é gato! Foi perdoado pela simpatia:-)
Na verdade, mais uma para o livro de ocorrências dos engodos internacionais. A mundialmente famosa turnê caça níqueis sempre faz suas vítimas. Faço um mea culpa e assumo q sempre caio nessa, mas tenho sempre as melhores intenções do mundo;-) Tb estava curiosa para ver os caras de perto! Queria mesmo pensar q eles fariam shows sérios, as evidências foram muitas. Ninguém levou iluminador, apenas Snoop levou operador de PA e monitor, que não passaram som. Não dá para acreditar numa turnê assim.
Ainda bem que tínhamos Thaíde e Marcelo D2 puxando o carro dos nacionais no estilo, e com muito estilo. Os dois fizeram o serviço completo, levaram banda, além do DJ, e equipe completa. Não vi o Thaíde, mas ouvi inúmeros elogios de quem entende. Amei o show do D2, q ainda levou de reforço seu rebento (q criança linda aquele cara fez!).
Compareci aos dois dias de Hip Hop Manifesta, o primeiro grande evento carioca de 2004, nascido sob o signo da polêmica e da confusão. O que restou de mim depois da maratona foi trabalhar hj, cinco horas atrasada, e concluir uma materinha sobre o evento p/ minha fonte de renda publicar.
Primeiro dia e confusão generalizada, nem mesmo euzinha, mestre em estratégias para grandes eventos, fiquei livre da confusão. Minha photofriend Alê, sumiu na multidão portando meu greencard (na verdade amarelo) para o livre acesso ao evento. Mas isso foi um fato menor se comparado à confusão para entrar no Rio Centro. O público se esbofeteando na entrada, tentando pular as grades enquanto outros tantos se drogavam, embebedavam e divertiam, não necessariamente nesta ordem, lá dentro. Tudo isso para ver a decepcionante (ao menos para mim) apresentação do lamentável Snoop Dogg. Um cara que não canta, usa play back quase o tempo todo e não leva mais de 1 minuto e meio em cada música. Fiquei chocada! A figura faz medley com suas próprias músicas ao vivo, na frente de 25 mil pessoas. Um fato lamentável! Para melhorar um pouco a imagem da trupe internacional, Ja Rule fez um show bacana. Tb teve play back pacas, mas o cara ao menos cantou o tempo todo encima das bases, e ainda trouxe aparatos cenotécnicos para distrair a galera e deixar a coisa menos dolorida para quem pagou R$40,00. Teve fogo, cortininha de fogos e chuva de papel picado, meio boiola para um rapper, mas tudo bem. O cara ainda foi p/ galera, cantou pertinho de mim, apertou mãos e eu consegui ver o quanto ele é gato! Foi perdoado pela simpatia:-)
Na verdade, mais uma para o livro de ocorrências dos engodos internacionais. A mundialmente famosa turnê caça níqueis sempre faz suas vítimas. Faço um mea culpa e assumo q sempre caio nessa, mas tenho sempre as melhores intenções do mundo;-) Tb estava curiosa para ver os caras de perto! Queria mesmo pensar q eles fariam shows sérios, as evidências foram muitas. Ninguém levou iluminador, apenas Snoop levou operador de PA e monitor, que não passaram som. Não dá para acreditar numa turnê assim.
Ainda bem que tínhamos Thaíde e Marcelo D2 puxando o carro dos nacionais no estilo, e com muito estilo. Os dois fizeram o serviço completo, levaram banda, além do DJ, e equipe completa. Não vi o Thaíde, mas ouvi inúmeros elogios de quem entende. Amei o show do D2, q ainda levou de reforço seu rebento (q criança linda aquele cara fez!).
domingo, janeiro 11, 2004
Padres e igrejas
As perguntas do dia são: porque os padres (ao menos os q conheço) tem o dom e fazer tudo parecer mais bonito? Porque as igrejas, mesmo com todo lamentável histórico, teimam em ser lugares magicamente agradáveis?
Ter formação católica tem desses mistérios. Há tempos deixei de acreditar na instituição igreja e em diversos dogmas por ela pregados, mas a mágica nunca termina.
Ontem teve o casório do priminho. Capela nova com cheirinho de camomila, padre pouco convencional e uma cerimônia que entrou para ahistória da minha enorme família. Todos os solteiros convíctos, facção familar na qual me incluo, sairam de lá pensando seriamente em adiar alguns projetos profissionais e encontrar um grande amor, um desses como do meu priminho, que resulte numa cerimônia linda como a de ontem.
Padre Navarro (este é o nome do incrível sacerdote) e sua capelinha com cheiro de camomila tem o dom de provocar a vontade de casar, de ter filhos e construir mais uma família, contribuindo para perpetuação da nossa espécie: católicos apostólicos romanos que vivem em sociedade e gostam muito de tudo isso.
Ter formação católica tem desses mistérios. Há tempos deixei de acreditar na instituição igreja e em diversos dogmas por ela pregados, mas a mágica nunca termina.
Ontem teve o casório do priminho. Capela nova com cheirinho de camomila, padre pouco convencional e uma cerimônia que entrou para ahistória da minha enorme família. Todos os solteiros convíctos, facção familar na qual me incluo, sairam de lá pensando seriamente em adiar alguns projetos profissionais e encontrar um grande amor, um desses como do meu priminho, que resulte numa cerimônia linda como a de ontem.
Padre Navarro (este é o nome do incrível sacerdote) e sua capelinha com cheiro de camomila tem o dom de provocar a vontade de casar, de ter filhos e construir mais uma família, contribuindo para perpetuação da nossa espécie: católicos apostólicos romanos que vivem em sociedade e gostam muito de tudo isso.
sábado, janeiro 10, 2004
O hip hop não se manifesta
O primeiro bafafá de 2004 na cidade rolou em torno do evento Hip Hop Manifesta. A primeira vista, um evento de grande porte, dois dias com shows nacionais e internacionais. Coisa que, para alguém como eu, apaixonada por música e admiradora confessa do mundinho confuso do showbis, é no mínimo imperdível.
O fato é que, este evento sofreu inúmeras retaliações, a começar pelo seu provável cast nacional. O que esperar de um evento de hip hop no Brasil? Que ao menos 80% das estrelas nacionais do gênero apareçam por lá e colaborem de alguma forma para seu sucesso, certo? Errado! A tribo hip hop deu as costas para este festival e poucos foram aqueles que ousaram participar. O Hip Hop Manifesta não foi legitimado por aqueles que se intitulam parte integrante do movimento, que está sempre inserido em questões sociais( um mérito e tanto ), as quais são tema constante na obra de todos eles, BBoys, MCs, DJs, Rappers e grafiterios.
O problema, até onde eu posso assimilar, vem da velha luta de classes, com ares de racismo. Brancos bem nascidos e detentores do poder econômico se metem no gueto dos negros desprivilegiados e marginalizados por uma sociedade idiota ( que ainda pensa que ser superior é ter um tom claro na pela e conta bancária privilegiada ). Os brancos são os produtores do festival, que tem muito dinheiro e investiram pesado para organizar o evento e trazer ao país nomes de projeção internacional, colocando o Brasil na rota internacional do gênero musical mais em voga ultimamente. Do outro lado, fazendo a maior cara feia do mundo, o movimento que acabou vendo defeito em tudo que o evento tentou fazer para ser legal para todo mundo.
Quem conhece sabe que hip hop não é apenas um estilo musical, vai muito além disso. É um estilo de vida, um pensamento, um protesto, uma filosofia. Hip hop não é apenas pegar um microfone e sair recitando palavras de protesto contra pobreza, diferenças sociais, violência ou racismo. É uma manifestação cultural rica e abrangente como qualquer outra, e que engloba outras artes como dança, grafitte, poesia e música, é claro.
Para mim, tudo isso é claro. Sou jornalista, estudo, pesquiso, me interesso, escrevo. Amo música, me intero de tudo que tenha a ver com ela. Mas e para o resto? Será que tudo isto está tão claro assim?
Concordo que R$70,00 por um show é muito caro para a realidade brasileira (é caro tb p/ mim que, se não fosse a credencial de imprensa, não entraria lá), concordo que existe um compromisso social do movimento que precisa ser respeitado, concordo que o Snoopy Dogg e o Ja Rulle não são exemplos de conduta a serem seguidos. Mas por outro lado acredito que este festival seria uma excelente oportunidade de mostrar para muita gente o verdadeiro significado do movimento. Se tudo se perdeu pelo caminho e os interesses econômicos superaram os sociais, a idéia precisa prevalecer. Se os astros gringos pregam a violência e outras bobagens em inglês, cantem a paz mais alto que eles e em bom português. Se o hip hop é uma filosofia, vençam pela palavra. Não importa de onde veio ou para onde vai o dinheiro, o bjetivo é divulgar, é se manifestar.
O primeiro bafafá de 2004 na cidade rolou em torno do evento Hip Hop Manifesta. A primeira vista, um evento de grande porte, dois dias com shows nacionais e internacionais. Coisa que, para alguém como eu, apaixonada por música e admiradora confessa do mundinho confuso do showbis, é no mínimo imperdível.
O fato é que, este evento sofreu inúmeras retaliações, a começar pelo seu provável cast nacional. O que esperar de um evento de hip hop no Brasil? Que ao menos 80% das estrelas nacionais do gênero apareçam por lá e colaborem de alguma forma para seu sucesso, certo? Errado! A tribo hip hop deu as costas para este festival e poucos foram aqueles que ousaram participar. O Hip Hop Manifesta não foi legitimado por aqueles que se intitulam parte integrante do movimento, que está sempre inserido em questões sociais( um mérito e tanto ), as quais são tema constante na obra de todos eles, BBoys, MCs, DJs, Rappers e grafiterios.
O problema, até onde eu posso assimilar, vem da velha luta de classes, com ares de racismo. Brancos bem nascidos e detentores do poder econômico se metem no gueto dos negros desprivilegiados e marginalizados por uma sociedade idiota ( que ainda pensa que ser superior é ter um tom claro na pela e conta bancária privilegiada ). Os brancos são os produtores do festival, que tem muito dinheiro e investiram pesado para organizar o evento e trazer ao país nomes de projeção internacional, colocando o Brasil na rota internacional do gênero musical mais em voga ultimamente. Do outro lado, fazendo a maior cara feia do mundo, o movimento que acabou vendo defeito em tudo que o evento tentou fazer para ser legal para todo mundo.
Quem conhece sabe que hip hop não é apenas um estilo musical, vai muito além disso. É um estilo de vida, um pensamento, um protesto, uma filosofia. Hip hop não é apenas pegar um microfone e sair recitando palavras de protesto contra pobreza, diferenças sociais, violência ou racismo. É uma manifestação cultural rica e abrangente como qualquer outra, e que engloba outras artes como dança, grafitte, poesia e música, é claro.
Para mim, tudo isso é claro. Sou jornalista, estudo, pesquiso, me interesso, escrevo. Amo música, me intero de tudo que tenha a ver com ela. Mas e para o resto? Será que tudo isto está tão claro assim?
Concordo que R$70,00 por um show é muito caro para a realidade brasileira (é caro tb p/ mim que, se não fosse a credencial de imprensa, não entraria lá), concordo que existe um compromisso social do movimento que precisa ser respeitado, concordo que o Snoopy Dogg e o Ja Rulle não são exemplos de conduta a serem seguidos. Mas por outro lado acredito que este festival seria uma excelente oportunidade de mostrar para muita gente o verdadeiro significado do movimento. Se tudo se perdeu pelo caminho e os interesses econômicos superaram os sociais, a idéia precisa prevalecer. Se os astros gringos pregam a violência e outras bobagens em inglês, cantem a paz mais alto que eles e em bom português. Se o hip hop é uma filosofia, vençam pela palavra. Não importa de onde veio ou para onde vai o dinheiro, o bjetivo é divulgar, é se manifestar.
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