... me sinto à vontade. Acho mesmo que sou uma cidadã do Brasil e não apenas carioca. Me sinto em casa em Sampa, um dia de sufoco em Brasília e eu já perambulava pelos imensos quarteirões sem o menor problema. Em Salvador peguei ônibus para ir ao shopping e nadei sozinha cedinho na praia. Aqui em BH é tudo tão igual a Sampa... Acho q conseguiria morar em qq cidade.
sexta-feira, maio 14, 2004
Quebra-cabeça
Seria ótimo se pudéssemos brincar de quebra-cabeças com as pessoas. Pegar seus pontos fortes, seus traços físicos, seus trejeitos e brincar de tirar e encaixar. Como seria bom pegar a simpatia e espontaneidade de um, as costas largas de outro e colar tudo num terceiro que tem um sorriso incrível. Tudo bem, nem fazia questão das costas largas, mas a simpatia seria imprescindível. Já que o que aquele sorriso tem de bonito, tem de tímido.
Assim fica difícil, muito difícil... Difícil mesmo de resistir.
Seria ótimo se pudéssemos brincar de quebra-cabeças com as pessoas. Pegar seus pontos fortes, seus traços físicos, seus trejeitos e brincar de tirar e encaixar. Como seria bom pegar a simpatia e espontaneidade de um, as costas largas de outro e colar tudo num terceiro que tem um sorriso incrível. Tudo bem, nem fazia questão das costas largas, mas a simpatia seria imprescindível. Já que o que aquele sorriso tem de bonito, tem de tímido.
Assim fica difícil, muito difícil... Difícil mesmo de resistir.
quarta-feira, maio 12, 2004
Será que consigo pegar um bumbo de 24"?
Essa é minha dúvida agora. Montei uma bateria ontem e foi tudo muito bem. O instrumento é muito intuitivo e não existem, até agora, grandes dificuldades. O problema está na composição dela, que varia muito de baterista para baterista. Posicionamento e quantidade de tambores e pratos vai de acordo com o gosto do freguês, ess é a dificuldade. O bumbo, o maior deles, sempre me deixou com o pé atrás. Tem a maior cara de pesadão, mas nem é. A batera do curso tem um de 22", e, apesar de grandão, não é a coisa mais pesada que peguei. No mais, é mesmo treinar o ouvido para afinar e caprichar na fita crepe para marcar as alturas das estantes de pratos e do banquinho, "a peça mais importante", frisou JP, baterista e ex-roadie da banda de Lulu Santos.
Para mim, que adoro montar coisinhas desde criança, bateria foi o setup mais divertido. Muitas peças, muitas peças mesmo!
Para mim, que adoro montar coisinhas desde criança, bateria foi o setup mais divertido. Muitas peças, muitas peças mesmo!
segunda-feira, maio 10, 2004
Da série "Melhores coisas da vida"
Tem coisa melhor do que se sentir a pessoa mais importante do mundo para alguém? A mais especial, mais querida? E isso fica mais incrível ainda quando não existem palavras que definam essa coisa. A certeza vem através de pequenos gestos ou ainda ( a minha preferida ) através do olhar. É incrível ver nos olhos de alguém o quanto somos queridos.
Talvez você nunca tenha reparado nisso, normal, a maioria das pessoas é mesmo desligada para esses detalhes. Mas repare então. Preste atenção no olhar, por exemplo, da pessoa que você escolheu como namorada (o) ou esposa (o). Repare bem no jeito como ela ou ele olha para você enquanto conversam coisas banais ( esse pode ser um bom exercício para avaliar sua relação ).
Se não tiver ninguém por perto, faça isso com sua mãe. Repare no jeito como sua mãe te olha enquanto você fala com ela sobre alguma coisa que fez.
É assim, amor de olho, uma das melhores coisas da vida:-)
Talvez você nunca tenha reparado nisso, normal, a maioria das pessoas é mesmo desligada para esses detalhes. Mas repare então. Preste atenção no olhar, por exemplo, da pessoa que você escolheu como namorada (o) ou esposa (o). Repare bem no jeito como ela ou ele olha para você enquanto conversam coisas banais ( esse pode ser um bom exercício para avaliar sua relação ).
Se não tiver ninguém por perto, faça isso com sua mãe. Repare no jeito como sua mãe te olha enquanto você fala com ela sobre alguma coisa que fez.
É assim, amor de olho, uma das melhores coisas da vida:-)
domingo, maio 09, 2004
E mais uma vez as coisas param quando deveriam começar a engrenar.
Tudo bem, nesse caso pode mesmo ser melhor assim. Na verdade ainda não parei para analisar muito bem e decidir se fico triste ou feliz. Seria sensato ficar feliz e aliviada, mas quem disse que paixão e sensatez caminham juntas? Não mesmo!
Então só me resta ficar triste. Triste porque tudo parou quando poderia ficar melhor, triste porque estava gostando de ver, de tocar, de conversar. Triste por saber que não serei mais a linda dele.
Sentirei saudades...
Então só me resta ficar triste. Triste porque tudo parou quando poderia ficar melhor, triste porque estava gostando de ver, de tocar, de conversar. Triste por saber que não serei mais a linda dele.
Sentirei saudades...
Ontem foi o jazz, hoje o rock nacional
Desde quarta passada está rolando aqui no Rio e em Sampa, ao mesmo tempo, o tradicional Chivas Jazz Festival. Um festival de jazz para quem é mesmo fã do gênero, já que só traz ao Brasil instrumentistas legítimos para apresentações prá lá de tradicionais. Nenhum vestígio de experimentalismo é detectado no cast do festival.
Estive lá a convite de uma amiga (valeu Beta!) que, sabendo do meu eterno flerte com o gênero, arrumou um jeitinho para eu não ficar de fora. Então compareci para conferir o terceiro dia de festival e pude acompanhar a intrigante apresentação do trompetista Tom Harrell e seu quinteto. Foi a primeira vez que vi uma apresentação onde um instrumento de sopro é o centro das atenções. Bobby Previte's BUMP The Renassence Band foi a grata surpresa da noite. Li no release dele que certa vez ganhou o apelido de Led Zepellin do jazz e já me interessei. Bobby é baterista e compositor e, durante sua hipnótica apresentação, pude perceber fortes elementos de música indiana na sonoridade de sua banda. Coisa que, em determinado momento, chegou até ao bom e velho baião. Eu simplesmente amei o show desse cara. Entre estes dois shows, uma homenagem. O trombonista brasileiro radicado e muito respeitado na França, Raul de Souza se apresentou com seu quinteto. Além do privilégio de ver (digo ver pq o som resolveu dar problema nessa hora, prejudicando a apresentação de Raul) uma lenda tocando, pude perceber que a linha que separa o jazz do nosso samba é mesmo muito tênue.
E hoje foi dia da mais roqueira das mulheres brasileiras. Rita Lee trouxe seu Balacobaco para o Claro Hall e eu fui lá, a trabalho. Ver Rita é sempre um prazer, mesmo que ela não esteja num de seus melhores dias, o que no caso era hoje. O som deu problema no início, a máquina de fumaça do lado direito do palco não funcionou e Rita errou muito. Mesmo assim foi ótimo vê-la em cena remedando Joe Ramone e sua tia que não sabia quem era esse tal de Rock'n Roll. A simpatia do iluminador da moça também ajudou a melhorar o show. Ele, mesmo sem graça pela montoeira de erros que fizeram essa show um dos piores que já vi, manteve o sorriso e os paparicos de praxe. Três vivas para o moço bonito da luz: Viva! Viva! Viva! Mas a cena que marcou foi um cara da cenotécnica caminhando pelas vigas do teto do Claro Hall com um punhadinho de confete nas mãos jogando no público lá embaixo. Uma das bombas de confete estourou antes da hora, acho q ele ficou sem graça pq a outra não funcionou e resolveu, ele mesmo, o problema. Uma cena mambembe no mundo do showbis profissional.
Estive lá a convite de uma amiga (valeu Beta!) que, sabendo do meu eterno flerte com o gênero, arrumou um jeitinho para eu não ficar de fora. Então compareci para conferir o terceiro dia de festival e pude acompanhar a intrigante apresentação do trompetista Tom Harrell e seu quinteto. Foi a primeira vez que vi uma apresentação onde um instrumento de sopro é o centro das atenções. Bobby Previte's BUMP The Renassence Band foi a grata surpresa da noite. Li no release dele que certa vez ganhou o apelido de Led Zepellin do jazz e já me interessei. Bobby é baterista e compositor e, durante sua hipnótica apresentação, pude perceber fortes elementos de música indiana na sonoridade de sua banda. Coisa que, em determinado momento, chegou até ao bom e velho baião. Eu simplesmente amei o show desse cara. Entre estes dois shows, uma homenagem. O trombonista brasileiro radicado e muito respeitado na França, Raul de Souza se apresentou com seu quinteto. Além do privilégio de ver (digo ver pq o som resolveu dar problema nessa hora, prejudicando a apresentação de Raul) uma lenda tocando, pude perceber que a linha que separa o jazz do nosso samba é mesmo muito tênue.
E hoje foi dia da mais roqueira das mulheres brasileiras. Rita Lee trouxe seu Balacobaco para o Claro Hall e eu fui lá, a trabalho. Ver Rita é sempre um prazer, mesmo que ela não esteja num de seus melhores dias, o que no caso era hoje. O som deu problema no início, a máquina de fumaça do lado direito do palco não funcionou e Rita errou muito. Mesmo assim foi ótimo vê-la em cena remedando Joe Ramone e sua tia que não sabia quem era esse tal de Rock'n Roll. A simpatia do iluminador da moça também ajudou a melhorar o show. Ele, mesmo sem graça pela montoeira de erros que fizeram essa show um dos piores que já vi, manteve o sorriso e os paparicos de praxe. Três vivas para o moço bonito da luz: Viva! Viva! Viva! Mas a cena que marcou foi um cara da cenotécnica caminhando pelas vigas do teto do Claro Hall com um punhadinho de confete nas mãos jogando no público lá embaixo. Uma das bombas de confete estourou antes da hora, acho q ele ficou sem graça pq a outra não funcionou e resolveu, ele mesmo, o problema. Uma cena mambembe no mundo do showbis profissional.
sexta-feira, maio 07, 2004
Vou postar aqui pq eu preciso desabafar
Vc salva a pele de uma amiga e o que ganha em troca? Um simples "colaborou".
Tudo bem que não devemos fazer nada esperando coisas em troca, mas diz aí quem não pensa num agradecimento à altura de seus bons atos?
Na verdade isso é só uma brincadeira para perturbá-la. Adorei ajudá-la, afinal trabalhamos juntas. Ajudando ela, me ajudo também. É isso ai Cati, Alejandro Sanz não vai se transformar numa dor de cabeça para nós. Imagina, ele tão gatinho, um show tão legal virar um pesadelo quanto tudo fosse para as bancas. Não mesmo!
Tudo bem que não devemos fazer nada esperando coisas em troca, mas diz aí quem não pensa num agradecimento à altura de seus bons atos?
Na verdade isso é só uma brincadeira para perturbá-la. Adorei ajudá-la, afinal trabalhamos juntas. Ajudando ela, me ajudo também. É isso ai Cati, Alejandro Sanz não vai se transformar numa dor de cabeça para nós. Imagina, ele tão gatinho, um show tão legal virar um pesadelo quanto tudo fosse para as bancas. Não mesmo!
Lição de hoje
É muito bom descobrir que pessoas que são taxadas de ruins na verdade são legais. Hj descobri que um cara que tinha a maior fama de mau, é na verdade um cara bem legal. Ele só é muito cuidadoso e não gosta de aparecer, o que deu a ele essa fama de difícil e antipático. E eu, levada por esta fama, falei muito mal dele por muito tempo. Preciso me redimir, portanto declaro que agora sou a maior defensora dele.
Algo sobre minha mãe
Minha mãe é mesmo uma pessoa ímpar, como a maioria das mulheres na posição dela. Convive comigo desde antes dos outros me conhecerem e ainda assim não sabe, ou disfarça muito bem, como lidar comigo.
Desde criança tenho uma característica forte, um incurável mau humor matinal. Não pronuncio nenhuma palavra nas primeiras horas da manhã, e detesto que falem comigo. Perguntas então estão totalmente fora de questão. Todos que convivem comigo sabem disso e raramente quebram minha "lei do silêncio matinal", a exceção só podia ser minha adorável mamãe. Ela faz uma questão tão grande de falar comigo logo pela manhã que chega a irritar. E é assim, há mais de 20 anos.
Desde criança tenho uma característica forte, um incurável mau humor matinal. Não pronuncio nenhuma palavra nas primeiras horas da manhã, e detesto que falem comigo. Perguntas então estão totalmente fora de questão. Todos que convivem comigo sabem disso e raramente quebram minha "lei do silêncio matinal", a exceção só podia ser minha adorável mamãe. Ela faz uma questão tão grande de falar comigo logo pela manhã que chega a irritar. E é assim, há mais de 20 anos.
Momento revolta
Acabo de chegar em casa, resolvi ir ao cinema depois de meses de abstinência cinematográfica. Não me perguntem porquê, apenas rolou.
Mas, o que era para ser um acontecimento, afinal eu estava de volta às salas de projeção, virou uma decepção histórica.
Amo vampiros, suas histórias e seus mistérios. É uma compulsão, não perco uma produção que tenha os tais no enredo. Como Van Helsing estréia amanhã, fui ver Underworld. Pior escolha dos últimos tempos. O que uma admiradora do charme e poder dos vampiros poderia sentir ao ver seus queridos seres da noite transformados em uma versão mal acabada de Matrix? Revolta! Em Underworld os vampiros não têm nenhum dom especial, perderam o olfato apurado, a agilidade, a força, o poder de se transformar, o charme e até a inteligência. Só contam com as armas. É tiro para todos os lados o filme todo, algo de causar inveja ao pessoal da Rocinha. Fiquei mesmo chateada de ver a protagonista posando de Trinity com aquelas roupas de couro e um sobretudo por cima. Os lobisomens, tradicionalmente servos dos vampiros, estão melhor na fita. Andam pelas paredes, se transforma em lobos, lutam e atacam suas vitimas com a voracidade natural a sua raça.
Bem, já me decidi. Estou aqui com o Drácula de Bran Stoker e Entrevista com vampiro, só depois dessas duas fitas voltarei ao cinema para ver Van Helsing.
Mas, o que era para ser um acontecimento, afinal eu estava de volta às salas de projeção, virou uma decepção histórica.
Amo vampiros, suas histórias e seus mistérios. É uma compulsão, não perco uma produção que tenha os tais no enredo. Como Van Helsing estréia amanhã, fui ver Underworld. Pior escolha dos últimos tempos. O que uma admiradora do charme e poder dos vampiros poderia sentir ao ver seus queridos seres da noite transformados em uma versão mal acabada de Matrix? Revolta! Em Underworld os vampiros não têm nenhum dom especial, perderam o olfato apurado, a agilidade, a força, o poder de se transformar, o charme e até a inteligência. Só contam com as armas. É tiro para todos os lados o filme todo, algo de causar inveja ao pessoal da Rocinha. Fiquei mesmo chateada de ver a protagonista posando de Trinity com aquelas roupas de couro e um sobretudo por cima. Os lobisomens, tradicionalmente servos dos vampiros, estão melhor na fita. Andam pelas paredes, se transforma em lobos, lutam e atacam suas vitimas com a voracidade natural a sua raça.
Bem, já me decidi. Estou aqui com o Drácula de Bran Stoker e Entrevista com vampiro, só depois dessas duas fitas voltarei ao cinema para ver Van Helsing.
quarta-feira, maio 05, 2004
Ontem foi dia do baixo
Ontem montei meu primeiro setup de baixo. Muito mais simples que o de guitarra, diga-se de passagem. Quase nenhum pedal, os baixistas preferem as coisas mais "flat", poucos efeitos, e os que indispensáveis podem usar os recursos que já vêm no amp. Ou, quem faz mesmo questão, o bom e velho compressor. No mais, um cabo mono, direct box e amp, na maioria das vezes caixas e cabeçote separados. Duas caixas para ser precisa, uma de 4 X 10 polegadas e outra de 1 X 15 polegadas., tudo ajustado por ele mesmo, ali no palco, na inteface do cabeçote.
A troca de cordas foi mais difícil. Minhas mão pequenas sofreram com as cordas mais grossas, vou precisar de um alicate de corte mais afiado. A afinação não tem mistério, só a pegada é mais complexa. Para fazer tal blam-blam-blam tem que ter uma certa manha.
Semana passada foi mais legal. A aula foi de guitarra, um dos meus instrumentos preferidos. Aquela montoeira de pedais (eles são ligados em linha! Nunca desconfiei disso), efeitos, chorus, wha-wha, muito legais. Experimentei todos!
Tirei de letra também a troca de cordas, herança da aulinha prática no Festival de Verão, quando o Beto, roadie do Jota Quest, me pegou de cobaia para trocar as cordas das guitarras e do violão de aço do Marco Túlio. Só mesmo a bendita manivela de cravelha que eu não me entendo bem. Na mão vai mais rápido. No mais, limpar tudinho, afinar, checar a ligação dos pedais e ouvir o som. Ai ai... Ao contrário da Paula Toller, solos de guitarra me conquistam de verdade.
O momento mico ficou por conta do furo que fiz no dedo na corda Ré. Até sangrou, mas foi legal. Os meninos ficaram preocupados: "Vai lavar isso!". "Ta doendo?", perguntou o professor. Eu só rindo e adorando o mimo. Se eles imaginassem quantas vezes já me machuquei com ferramentas...
A troca de cordas foi mais difícil. Minhas mão pequenas sofreram com as cordas mais grossas, vou precisar de um alicate de corte mais afiado. A afinação não tem mistério, só a pegada é mais complexa. Para fazer tal blam-blam-blam tem que ter uma certa manha.
Semana passada foi mais legal. A aula foi de guitarra, um dos meus instrumentos preferidos. Aquela montoeira de pedais (eles são ligados em linha! Nunca desconfiei disso), efeitos, chorus, wha-wha, muito legais. Experimentei todos!
Tirei de letra também a troca de cordas, herança da aulinha prática no Festival de Verão, quando o Beto, roadie do Jota Quest, me pegou de cobaia para trocar as cordas das guitarras e do violão de aço do Marco Túlio. Só mesmo a bendita manivela de cravelha que eu não me entendo bem. Na mão vai mais rápido. No mais, limpar tudinho, afinar, checar a ligação dos pedais e ouvir o som. Ai ai... Ao contrário da Paula Toller, solos de guitarra me conquistam de verdade.
O momento mico ficou por conta do furo que fiz no dedo na corda Ré. Até sangrou, mas foi legal. Os meninos ficaram preocupados: "Vai lavar isso!". "Ta doendo?", perguntou o professor. Eu só rindo e adorando o mimo. Se eles imaginassem quantas vezes já me machuquei com ferramentas...
domingo, maio 02, 2004
Arcaico contemporâneo
A vida anda pesando nos ombros ultimamente e, como de costume, tento desenvolver teorias sobre o assunto. Na realidade é mais um de meus jogos, só para ver se as respostas aparecem no meio de milhares de suposições tolas.
Sexta-feira revelei numa mesa de bar, frente meus amigos mais queridos, a última teoria que paira sobre minha cabeça. A de que as casadas são mais felizes."A vida seria mais fácil se eu estivesse em casa agora assistindo TV e esperando meu marido chegar com o jantar pronto e uma pilha de roupas sujas dele para lavar no dia seguinte".Caras de espanto ao meu redor e as exclamações: "Ta louca?!"; "Não te dava um mês de vida!"; "Nenhum homem merece esse sacrifício". (detalhe importante: esta última foi dita por um homem).
Meus amigos são como eu, pessoas que correm atrás da sua própria vida desde sempre. Cheios de idéias e ideais, não se deixam a abater pelos obstáculos. Todos solteiros, alguns relacionamentos descontinuados e só um amor para sempre: o que nos une há mais de 13 anos.
De volta a teoria, comparei a vida cômoda e "segura" de um lar com um relacionamento "estável" e doméstico com a minha vida louca. Acordar cedo para trabalhar, pegar 2 ônibus até um set de gravação no fim do mundo e levar um chá de cadeira de 4 horas para salvar uma pauta que nem era minha. Depois mais 2 ônibus na correria para resolver problemas financeiros (sim, eu tenho isso também). Engarrafamento, perder um compromisso de trabalho e ir parar numa mesa de bar com velhos amigos às 2 da manhã teorizando sobre a vida e bebericando algo que contenha álcool. Voltar para casa na alta madrugada tão sozinha quanto saiu, lá pelas 7 da manhã.
Inevitável não pensar que a mocinha que tem sua casa e seu maridinho está mais tranqüila. Mesmo que ele passe muito tempo fora de casa, que chegue tarde ou até tenha outra na rua. Ela não vai acordar cedo preocupada com o trabalho e ter um dia como o meu. Vai fazer café calmamente, passar uma vassoura na casa, enquanto eu estou na redação catando gente pelo telefone e, algumas vezes, ouvindo desaforos. Ela talvez estará com almoço pronto e vendo programa de fofocas na TV enquanto eu cato os equipamentos para mais uma cobertura na rua. E a noite enquanto eu calço minhas meias para esquentar meus pés, tem alguém ao lado dela fazendo isso de jeito mais gostoso. Isso quando eu não decido ficar na rua até mais tarde para ver o que acontece e me arrependo. É impressionante a quantidade de criança e homem bobo que se aglomera nos bares e boates dessa cidade.
Na verdade não fui educada para ser a mulher que sou hoje, preciso romper com minhas origens todos os dias. Amo meu trabalho e minha formação, admiro minha força, minha inteligência, acho mesmo que sou alguém especial. Mas pago um preço alto por ser assim, alguém que contesta sua natureza.
Talvez tudo isso seja apenas um delírio, um resultado de um dia ruim. Mas hoje, domingo, enquanto estendia minhas roupas lavadas no secador e era observada atentamente pelo meu cachorro (ele sempre faz isso, fica observando tudo que faço com tanta atenção que parece que vai fazer igual em seguida), lembrei mais uma vez dessa teoria e me imaginei no papel da dona do lar, tão doméstica quanto meu cão e muito à vontade nesse personagem.
Sexta-feira revelei numa mesa de bar, frente meus amigos mais queridos, a última teoria que paira sobre minha cabeça. A de que as casadas são mais felizes."A vida seria mais fácil se eu estivesse em casa agora assistindo TV e esperando meu marido chegar com o jantar pronto e uma pilha de roupas sujas dele para lavar no dia seguinte".Caras de espanto ao meu redor e as exclamações: "Ta louca?!"; "Não te dava um mês de vida!"; "Nenhum homem merece esse sacrifício". (detalhe importante: esta última foi dita por um homem).
Meus amigos são como eu, pessoas que correm atrás da sua própria vida desde sempre. Cheios de idéias e ideais, não se deixam a abater pelos obstáculos. Todos solteiros, alguns relacionamentos descontinuados e só um amor para sempre: o que nos une há mais de 13 anos.
De volta a teoria, comparei a vida cômoda e "segura" de um lar com um relacionamento "estável" e doméstico com a minha vida louca. Acordar cedo para trabalhar, pegar 2 ônibus até um set de gravação no fim do mundo e levar um chá de cadeira de 4 horas para salvar uma pauta que nem era minha. Depois mais 2 ônibus na correria para resolver problemas financeiros (sim, eu tenho isso também). Engarrafamento, perder um compromisso de trabalho e ir parar numa mesa de bar com velhos amigos às 2 da manhã teorizando sobre a vida e bebericando algo que contenha álcool. Voltar para casa na alta madrugada tão sozinha quanto saiu, lá pelas 7 da manhã.
Inevitável não pensar que a mocinha que tem sua casa e seu maridinho está mais tranqüila. Mesmo que ele passe muito tempo fora de casa, que chegue tarde ou até tenha outra na rua. Ela não vai acordar cedo preocupada com o trabalho e ter um dia como o meu. Vai fazer café calmamente, passar uma vassoura na casa, enquanto eu estou na redação catando gente pelo telefone e, algumas vezes, ouvindo desaforos. Ela talvez estará com almoço pronto e vendo programa de fofocas na TV enquanto eu cato os equipamentos para mais uma cobertura na rua. E a noite enquanto eu calço minhas meias para esquentar meus pés, tem alguém ao lado dela fazendo isso de jeito mais gostoso. Isso quando eu não decido ficar na rua até mais tarde para ver o que acontece e me arrependo. É impressionante a quantidade de criança e homem bobo que se aglomera nos bares e boates dessa cidade.
Na verdade não fui educada para ser a mulher que sou hoje, preciso romper com minhas origens todos os dias. Amo meu trabalho e minha formação, admiro minha força, minha inteligência, acho mesmo que sou alguém especial. Mas pago um preço alto por ser assim, alguém que contesta sua natureza.
Talvez tudo isso seja apenas um delírio, um resultado de um dia ruim. Mas hoje, domingo, enquanto estendia minhas roupas lavadas no secador e era observada atentamente pelo meu cachorro (ele sempre faz isso, fica observando tudo que faço com tanta atenção que parece que vai fazer igual em seguida), lembrei mais uma vez dessa teoria e me imaginei no papel da dona do lar, tão doméstica quanto meu cão e muito à vontade nesse personagem.
Recado codificado
Ontem eu quis te ver. De verdade, quis mesmo.
Estava lá, pertinho de você, até te procurei, discretamente, mas não encontrei.
Encontrei conhecidos, muitos, até vi seu carro, mas não você.
Tarde da noite, eu ainda estava ali por perto. Tomei coragem e resolvi ligar, mas, como de costume a estas horas, seu celular não estava mais ligado.
Voltei para casa sozinha, pensando, pensando, pensando. Pensando muito em você.
Estava lá, pertinho de você, até te procurei, discretamente, mas não encontrei.
Encontrei conhecidos, muitos, até vi seu carro, mas não você.
Tarde da noite, eu ainda estava ali por perto. Tomei coragem e resolvi ligar, mas, como de costume a estas horas, seu celular não estava mais ligado.
Voltei para casa sozinha, pensando, pensando, pensando. Pensando muito em você.
quinta-feira, abril 29, 2004
Amor real
Com a TV e o rádio desligados, longe das salas de cinema, dos teatros e das locadoras de vídeo e DVD, você se depara com a realidade. Histórias de amor e desamor que rodeiam você o tempo todo.
Eles se conheceram há pouco mais de um ano. Ficaram em festas ocasionais até chegar ao namoro, que ficou sério e foram morar juntos. Seis meses se passaram e ela, que era a mais linda e a mais maravilhosa das esposas, foi perdendo o brilho. Ele, o mais fiel e dedicado dos maridos, perdeu o estímulo. "Intimidade é uma merda", costumava me dizer. Mais alguns meses de tentativas e ela deixou o apartamento dos dois numa noite fria de domingo. Ele ficou lá, desesperado. "Ainda a amo, mas não como antes", dizia para quem quisesse ouvir.
Eles tinham um namoro incomum. Viam-se pouco, moravam em cidades diferentes. Mas quando estavam juntos pareciam feitos um para o outro. Ela conquistou os amigos dele rapidamente e, para espanto de muitos, parecia ter dado jeito no rapaz inquieto que sempre foi. Um período longo de festas, os dois juntos, apaixonados, gerarem uma terceira pessoa. Mesmo com ela longe e sem a menor pré-disposição para um casamento, ele mudou a vida para receber os dois. Fez planos. Ela pirou, pisou na bola. Ele desanimou, mas ainda assim seguiu o planejado. Eles já moravam juntos quando o bebê chegou, mas o sentimento já era frágil demais. Ele saiu de casa e ela voltou para sua cidade, levando o bebê nos braços.
Quatro foram as tentativas dela. Do primeiro, movida pela inexperiência, de bom só um filho. O segundo, já dominada pela paixão, agüentou o inimaginável. Sem boas lembranças desse tempo, sua relíquia é a filha. E mais uma vez tentou. Casou na igreja, como sempre sonhou. Ele era bonito, envolvente, parecia cuidar dela e das crianças. E mais um engano. Não demorou e o quarto chegou trazendo uma bagagem como a dela, dois filhos e um histórico de desilusões. Juntaram tudo há 6 anos e estão bem. Ela parece ter encontrado o que sempre procurou.
O início de tudo foi ainda no colégio. Veio a faculdade e o namoro seguia calmo. Qualquer um reparava o jeito como os dois se tratavam, ano após ano e eles ali, sempre carinhosos um com o outro. Foram cinco os anos de harmonia e cumplicidade, nenhuma "pisada de bola", nenhuma briga em público, nenhuma separação. Os dois estavam lindos no altar. Ele mal podia se controlar, tomado pela emoção chorou na frente de todos. Planejaram tudo com cuidado. Faculdade, formatura, emprego sólido, apartamento e casamento. Estão lá agora, no cantinho deles há 5 meses cumprindo o que prometeram diante das pessoas que mais amam no mundo, as famílias dos dois: "A noite não chegará e outro dia não nascerá sem que resolvamos nossas diferenças, sem que troquemos uma palavra de carinho".
Os filhos estão criados, casados já. E eles dois ainda estão lá, no mesmo apartamento, há quase 40 anos e em todos estes anos não houve um sequer que ele esquecesse as flores dela. Flores que marcam todos os anos, os mais de quarenta, o dia em que se conheceram.
Volto a questionar: e ai? Ainda é mesmo possível acreditar que relacionamentos nunca dão certo, que não existe amor? Que aquele alguém bacana vai te dar um pé na bunda ou te sacanear feio em algumas semanas?
Eles se conheceram há pouco mais de um ano. Ficaram em festas ocasionais até chegar ao namoro, que ficou sério e foram morar juntos. Seis meses se passaram e ela, que era a mais linda e a mais maravilhosa das esposas, foi perdendo o brilho. Ele, o mais fiel e dedicado dos maridos, perdeu o estímulo. "Intimidade é uma merda", costumava me dizer. Mais alguns meses de tentativas e ela deixou o apartamento dos dois numa noite fria de domingo. Ele ficou lá, desesperado. "Ainda a amo, mas não como antes", dizia para quem quisesse ouvir.
Eles tinham um namoro incomum. Viam-se pouco, moravam em cidades diferentes. Mas quando estavam juntos pareciam feitos um para o outro. Ela conquistou os amigos dele rapidamente e, para espanto de muitos, parecia ter dado jeito no rapaz inquieto que sempre foi. Um período longo de festas, os dois juntos, apaixonados, gerarem uma terceira pessoa. Mesmo com ela longe e sem a menor pré-disposição para um casamento, ele mudou a vida para receber os dois. Fez planos. Ela pirou, pisou na bola. Ele desanimou, mas ainda assim seguiu o planejado. Eles já moravam juntos quando o bebê chegou, mas o sentimento já era frágil demais. Ele saiu de casa e ela voltou para sua cidade, levando o bebê nos braços.
Quatro foram as tentativas dela. Do primeiro, movida pela inexperiência, de bom só um filho. O segundo, já dominada pela paixão, agüentou o inimaginável. Sem boas lembranças desse tempo, sua relíquia é a filha. E mais uma vez tentou. Casou na igreja, como sempre sonhou. Ele era bonito, envolvente, parecia cuidar dela e das crianças. E mais um engano. Não demorou e o quarto chegou trazendo uma bagagem como a dela, dois filhos e um histórico de desilusões. Juntaram tudo há 6 anos e estão bem. Ela parece ter encontrado o que sempre procurou.
O início de tudo foi ainda no colégio. Veio a faculdade e o namoro seguia calmo. Qualquer um reparava o jeito como os dois se tratavam, ano após ano e eles ali, sempre carinhosos um com o outro. Foram cinco os anos de harmonia e cumplicidade, nenhuma "pisada de bola", nenhuma briga em público, nenhuma separação. Os dois estavam lindos no altar. Ele mal podia se controlar, tomado pela emoção chorou na frente de todos. Planejaram tudo com cuidado. Faculdade, formatura, emprego sólido, apartamento e casamento. Estão lá agora, no cantinho deles há 5 meses cumprindo o que prometeram diante das pessoas que mais amam no mundo, as famílias dos dois: "A noite não chegará e outro dia não nascerá sem que resolvamos nossas diferenças, sem que troquemos uma palavra de carinho".
Os filhos estão criados, casados já. E eles dois ainda estão lá, no mesmo apartamento, há quase 40 anos e em todos estes anos não houve um sequer que ele esquecesse as flores dela. Flores que marcam todos os anos, os mais de quarenta, o dia em que se conheceram.
Volto a questionar: e ai? Ainda é mesmo possível acreditar que relacionamentos nunca dão certo, que não existe amor? Que aquele alguém bacana vai te dar um pé na bunda ou te sacanear feio em algumas semanas?
quarta-feira, abril 28, 2004
Antes das seis
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem enventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo o seu descanco
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguem
Que um dia possa lhe dizer
- Quero ficar so com você
Quem inventou amor?
Renato Russo
Amor romântico
Dizem por aí que nossa mania de querer que os relacionamentos dêem certo, de sonhar com o cara certo de desejar que as coisas caminhem sempre da melhor maneira possível é culpa da novela.
È porque perdemos horas diante da TV acompanhando a saga da heroína que se apaixona pelo mocinho no primeiro capítulo e ao final, depois de 200 e tantos de traições, brigas, declarações e intrigas, se casa com ele. E quando não consegue se casar, arruma um cara mais bonito e mais apaixonado que o anterior. Vemos isso e ficamos idiotizadas achando que na nossa vida tudo aquilo pode acontecer também.
Mas aí você desliga a TV e liga o rádio e ouve: "E o meu lugar é esse/Ao lado seu, no corpo inteiro/Dou o meu lugar pois o seu lugar/É o meu amor primeiro/O dia e a noite as quatro estações". Vai ao show e o cantor diz: "Mas o teu amor me cura/De uma loucura qualquer/É encostar no teu peito/E se isso for algum defeito/Por mim tudo bem".
Na telona do cinema, depois de idas e vindas o casal se beija e entra música de fundo que diz: "Sim/Tudo agora está no seu lugar/O universo até parece conspirar/Pra que não seja em vão/Tanto tempo esperando esse amor".
E ai? É mesmo possível acreditar que relacionamentos nunca dão certo, que não existe amor? Que aquele alguém bacana vai te dar um pé na bunda ou te sacanear feio em algumas semanas?
È porque perdemos horas diante da TV acompanhando a saga da heroína que se apaixona pelo mocinho no primeiro capítulo e ao final, depois de 200 e tantos de traições, brigas, declarações e intrigas, se casa com ele. E quando não consegue se casar, arruma um cara mais bonito e mais apaixonado que o anterior. Vemos isso e ficamos idiotizadas achando que na nossa vida tudo aquilo pode acontecer também.
Mas aí você desliga a TV e liga o rádio e ouve: "E o meu lugar é esse/Ao lado seu, no corpo inteiro/Dou o meu lugar pois o seu lugar/É o meu amor primeiro/O dia e a noite as quatro estações". Vai ao show e o cantor diz: "Mas o teu amor me cura/De uma loucura qualquer/É encostar no teu peito/E se isso for algum defeito/Por mim tudo bem".
Na telona do cinema, depois de idas e vindas o casal se beija e entra música de fundo que diz: "Sim/Tudo agora está no seu lugar/O universo até parece conspirar/Pra que não seja em vão/Tanto tempo esperando esse amor".
E ai? É mesmo possível acreditar que relacionamentos nunca dão certo, que não existe amor? Que aquele alguém bacana vai te dar um pé na bunda ou te sacanear feio em algumas semanas?
segunda-feira, abril 26, 2004
Já tinha até me esquecido...
... o quanto era bom ir a um show como uma simples mortal. Assistir tudo sem o peso do trabalho nas costas é mesmo renovador. Pulei, gritei, cantei, dancei, tudo sem pulseiras de identificação, credenciais no pescoço ou coletinhos abomináveis. Me joguei sem hora para voltar à tona:-)
quinta-feira, abril 22, 2004
Como lidar com o silêncio?
Acho que uma das coisas mais chatas da vida é lidar com o silêncio. Alguém ai gosta de ser ignorado? Dá para ouvir daqui o sonoro NÃO.
Estava imaginado o que pode ser pior do que falar, falar e só ouvir o silêncio. Para alguém como eu, prolixa por natureza, chega às raias da tortura. Mas chato mesmo é o hiato que fica.
Tudo flui tão bem que o gostinho de quero sempre mais e mais fica, sem deixar trégua. E não existe, aparentemente, nenhum motivo para que este fluxo seja interrompido. Mas, do nada, ele pára! E você se põe a falar sozinha. Do outro lado ninguém responde. Leva um tempo até se acostumar com a idéia de que a "coisa boa" se perdeu.
Sim, é simples. Vcs devem estar pensando: "simplesmente a outra pessoa não está nem aí". Mas será que é isso mesmo?
Queria saber a verdade. Saber de verdade o que acontece com essas pessoas que passam pela vida da gente e deixam tanta saudade, sem, aparentemente, nenhuma necessidade. Será que é tão ruim assim ficar por perto? Acho mesmo que não.
Assim, faço um apelo a vocês, pessoas desaparecidas de mim:
Alooo, eu tô aqui. No mesmo lugar. Você pode ligar a qq hora, celular foi feito para isso. Se estiver desligado, deixa recado, manda SMS. Manda email ou simplesmente, responda os que mando para você.
Acho que uma das coisas mais chatas da vida é lidar com o silêncio. Alguém ai gosta de ser ignorado? Dá para ouvir daqui o sonoro NÃO.
Estava imaginado o que pode ser pior do que falar, falar e só ouvir o silêncio. Para alguém como eu, prolixa por natureza, chega às raias da tortura. Mas chato mesmo é o hiato que fica.
Tudo flui tão bem que o gostinho de quero sempre mais e mais fica, sem deixar trégua. E não existe, aparentemente, nenhum motivo para que este fluxo seja interrompido. Mas, do nada, ele pára! E você se põe a falar sozinha. Do outro lado ninguém responde. Leva um tempo até se acostumar com a idéia de que a "coisa boa" se perdeu.
Sim, é simples. Vcs devem estar pensando: "simplesmente a outra pessoa não está nem aí". Mas será que é isso mesmo?
Queria saber a verdade. Saber de verdade o que acontece com essas pessoas que passam pela vida da gente e deixam tanta saudade, sem, aparentemente, nenhuma necessidade. Será que é tão ruim assim ficar por perto? Acho mesmo que não.
Assim, faço um apelo a vocês, pessoas desaparecidas de mim:
Alooo, eu tô aqui. No mesmo lugar. Você pode ligar a qq hora, celular foi feito para isso. Se estiver desligado, deixa recado, manda SMS. Manda email ou simplesmente, responda os que mando para você.
terça-feira, abril 20, 2004
Entrando na brincadeira
1. pegue o livro mais próximo de você
2. abra o livro na página 23
3. ache a quinta frase
4. poste o texto em seu blog junto com estas instruções
"E nesse momento os zumbidos da multidão cessaram e o silêncio tornou-se tão profundo que se poderia ouvir a voz de uma criança."
-- Balzac, Honoré de A Mulher de trinta anos Ed. Martim Claret, SP - 2000
1. pegue o livro mais próximo de você
2. abra o livro na página 23
3. ache a quinta frase
4. poste o texto em seu blog junto com estas instruções
"E nesse momento os zumbidos da multidão cessaram e o silêncio tornou-se tão profundo que se poderia ouvir a voz de uma criança."
-- Balzac, Honoré de A Mulher de trinta anos Ed. Martim Claret, SP - 2000
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