domingo, março 27, 2005

Um Coração Congelado Dentro de Um Saco Plástico ou Uma Vida Sem Expectativas

A coisa toda tinha gosto de reencontro, ela nunca esquece quem a impressiona à primeira vista, seja para o bem ou para o mau. Mas a verdade mesmo é que na hora do beijo não importava mesmo se tudo fora combinado, se alguém havia bebido além da conta ou qualquer outra coisa. Era mais um daqueles momentos sagrados onde se realizam pequenos sonhos.

O fim de tudo veio rápido como o começo. Um convite recusado, o clima sério, segredos revelados e pronto! A terapia ensinava a não criar expectativas e tudo se dissipava assim, ali mesmo, na rua molhada pela água da chuva onde velhos e novos boêmios ainda bebiam seus tragos.

Ainda podia sentir o cheiro dele, o gosto. Nem tentou lutar contra, se deu por derrotada logo de cara e descansou em seu leito. Sabia mesmo que nada passaria assim tão rápido.

Nos dias que se seguiram as palavras dele martelavam sua cabeça. A idéia de viver sem expectativas parecia assustadora. Segura, porém, assustadora. Tentava identificar em sua história pregressa algo que acontecera sem que ela esperasse ou desejasse. Não conseguia.

Hoje, ainda tenta, sem sucesso, formular uma teoria sobre isso. Uma velha e divertida mania.

sábado, janeiro 08, 2005

Depois de anos ele volta a ser assunto.

Gastei sim bons minutos falando sobre ele, coisas boas e ruins. Bateu saudade, muita mesmo. Daquelas que dão nó na garganta. Mas hoje tenho a certeza de que tudo passou, mesmo com aquela ponta de vontade de voltar no tempo.

Talvez tenha sido melhor assim, cada um para seu lado. Mas esse talvez... Nunca vamos saber de verdade. A única certeza é a saudade. Marcou. Foi bom, foi ruim, foi tudo. Ele sempre viverá de alguma forma aqui no peito.

O assunto acaba, eu me despeço e vou embora. Nessa hora Renato Russo (o melhor amigo que tivemos) diz:

"De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui, dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos"

terça-feira, janeiro 04, 2005

Frango grelhado e água de coco

A mídia tem mesmo um poder avassalador. Quem poderia imaginar o dia em que compraria uma maça, um Polenguinho e um leite achocolatado no balcão do Mc Donalds? Pois é, o efeito Super Size Me provocou a radical mudança no atual cardápio da mais famosa rede de fast (and junkie) food do mundo. O cara que resolveu mostrar os efeitos dos sanduíches da casa no organismo de um cidadão comum, provocou uma revolução.

Nos EUA a história começou com uma vasta campanha publicitária. Por aqui a coisa veio mais silenciosa. Maças, iogurtes, leitinhos, queijos e agora o tal frango grelhado com saladinha e a água de coco, foram aparecendo em cartazes no interior das lojas e alguns comerciais escassos na TV.

Mas qual é a graça de comer uma maça no Mc Donalds? Como deve ser frustrante beber água de coco no lugar do refrigerante ou dos sucos cheios de corante? Não faz mesmo o menor sentido. Ainda bem que eles lançaram também o tal super quarteirão (u-hu!), dois andares com o hambúrguer mais grosso da casa. Peça na promoção grande, com batata grande e suco de uva. Tudo isso para manter a tradição:-)

Amo muito tudo isso!!!

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Bacana mesmo aquele dia que cruzei com ele por aqui.

Estava assim, meio ocupada, amarrando meu querido All Star quando ele me chamou. "Oi, boa noite", dizia com uma voz tãããão bonita. "Boa noite? Onde você está afinal se aqui a noite ainda não chegou?", respondi descompromissada e irreverente. Ele, sério, disse onde estava e a hora que marcava em seu continente. E lá se foram uns bons 40 minutos de papo agradabilíssimo. Eu estava saída, mas não resisti àquela voz nem aos assuntos propostos um atrás do outro. Conversas inteligentes me fazem esquecer da vida.

Dias depois lá estava ele outra vez com mais assunto. A conversa se estendeu por horas sem perder a graça, tanto que nem liguei se por aqui, no meu continente, o dia já se fazia notar. Seguimos assim por semanas. Encontros esporádicos e inesquecíveis, conversas marcadas pelo medo do futuro político do mundo e da violência urbana, saudades de casa, coisas da vida e até alguma sacanagem, coube de tudo no nosso imenso pacote. Brincamos de sedução, cutucamos nossas imaginações, falamos da intimidade, mesmo sem tê-la. Até que parou.

Não sei quem ele é, não sei como é o seu rosto. Não trocamos fotos, emails, ICQs ou MSNs, nem imagino como encontrá-lo outra vez. Uma pena. Mais de um mês e nenhuma notícia, nenhum encontro casual, ainda assim gosto de brincar de imaginar um rosto para ele. Gosto de olhar as pessoas na rua e escolher um corpo, um andar, um dar de braços ou balançar de cabeça. Chega a ser divertido.

Bom mesmo seria mais um encontro casual, mais conversas sem fim, mais assuntos sem rumo, mais papos sem noção. Muito boa essa amizade sem regras, esse gostar sem tréguas.



Jú, vc deixou saudades.
Apareça!

domingo, janeiro 02, 2005

Doze coisas boas de 2004

1.Shows do Robi em São Paulo, Irom Maiden, Doors, Kraftwerk, Village People e BB King
2.Fat Boy Slin na praia
3.Fred;-)
4.Danniel cantando Feelings na TV
5.Churrasco de aniversário
6.Jú no Skype
7.Ad Business
8.Festival de Verão de Salvador e rever a família por lá
9.Chamuscadas:-)
10.Meu Ratinho dizendo que me ama no estacionamento do shopping:-)
11.Beijo do Ian Atsbury (ai, ai...)
12.Muitos novos amigos!

Doze coisas ruins de 2004

1.Sair da M&T
2.Guto
3.Perder a cobertura
4.Audiominas
5.Clima doméstico
6.César Maia outra vez
7.Bush outra vez
8.Guerra urbana
9.Solidão
10.Meninos
11.Danniel
12.Mentiras e omissões

sábado, janeiro 01, 2005

Ano Novo....

Aquela sensação irritante de que tudo mudou é sempre a mesma. Sim, isso é de fato muito chato, já que temos consciência de que muda mesmo apenas o calendário. “Dessa vez vai!”, “Esse ano será melhor”, “Tudo vai ser diferente!”. Já passei da idade de acreditar nessas coisas.

Na real preciso de um calendário novo, joguei o meu fora pq as folhas acabaram. De novo mesmo, terei outras 12 folhinhas com 365 dias para contar, viver, realizar sonhos, conquistar coisas, perder outras tantas, descobrir, rever, aprender, sentir.

Ta legal, o tal espírito do Ano Novo acaba contagiando mesmo. Acredito sim nas boas energias que os votos de felicidades que os amigos, familiares e até desconhecidos (Interessante isso, as pessoas que nunca te viram na vida te desejando coisas boas. Ponto para a passagem de ano!) oferecem. Esses bons pensamentos influenciam nossas atitudes de alguma forma, mesmo que momentaneamente. A mágica está ai. Essa a mudança importa mais que a do calendário.

E todas aquelas simpatias, amuletos, cores para as roupas e sapatos, simbolismos, crendices e tudo mais que a razão não explica. Adoro essa magia. São pequenas bruxarias que todo mundo acaba cedendo, mesmo os mais incrédulos. Come-se peixes que nadam para frente e não aves que ciscam para trás; lentilhas são como moedas e atraem dinheiro; rosa é amor e vermelho é paixão; pisar com o pé direito; pular sete ondas; pegar a rolha da garrafa; vestir roupa nova... Atire a primeira semente de romã quem nunca fez, participou ou mesmo se sentiu tentado a experimentar alguma dessas crendices. E toda religião tem a sua.

Mas não tem jeito, o ano mudou, mas as verdadeiras mudanças e novidades quem vai fazer sou eu. Como diria Drummond “Tem que merecer um novo ano”. Então junte-se ao time e faça você mesmo.

Um bom novo ano para você que vai se fazer merecer:-)

terça-feira, dezembro 07, 2004

Hoje vi o quarto cadáver

Depois de um dia exaustivo de trabalho você encara um baita engarrafamento na volta para casa, com direito a carros da polícia e uma pessoa baleada na beira da calçada. Não quis olhar, mas não pude deixar de ver o sangue correndo pelo meio fio. Até me esforcei para não ouvir os comentários dentro do coletivo, algo realmente impossível. As pessoas parecem ter prazer em cenas como esta. Todos se levantam e correm para a janela para observar o corpo caído no chão. “Foi na cabeça, tiro na cabeça. Tem um montão de sangue no chão”, dizia uma mulher com ares de entendida. “Ih, foi agorinha mesmo. Mais um pouquinho e sobrava pra gente”, esbravejava um coroa. Os poucos minutos do ônibus parado ao lado da tragédia renderam uma eternidade. Eu, de olhos fechados e cabeça baixa, tampava meus ouvidos tentando fugir dali.

O trânsito anda, o corpo e o sangue ficam para trás, mas os comentários se estendem. Agora cada um resolve contar uma história de violência urbana. “Esses pivetes que ficam aqui me roubaram uma vez, agora não tenho mais pena. Quero mais que morram todos”, dizia cheia de certezas a cobradora. “Meu cunhado foi assaltado aqui mesmo. O cara colocou um canivete no pescoço dele”, depôs o senhor de óculos.

No meio de tudo isso, eu só conseguia pensar naquele cara morto na calçada. Lembrei da moça morta no meio fio na manhã de sábado, quando eu ia para a escola há 15 anos. Ela vestia uma saia jeans igual a minha. Lembrei do menino com um tiro nas costas numa esquina da Linha Amarela, num dia de tiroteio na favela da Maré. Eu também voltava do trabalho naquele dia e ele era só um menino. Lembrei das pessoas mortas dentro do carro todo furado de balas bem em cima de um viaduto em São Cristóvão. Eu ia para o trabalho e as pessoas foram baleadas ali, dez minutos antes d’eu passar. Mas hoje, dentro daquele ônibus, ninguém se importava com o cara morto. Só contavam suas histórias de terror como uma competição para ver quem já passou mais perrengue. E eu só pensava nos cadáveres que já vi.

Quando me levantei para descer, todos se calaram. Ninguém entendeu porque só eu chorava. Ninguém mais acha estranho ver pessoas mortas. Ninguém mais se compadece da morte do próximo. Ninguém mais se revolta com os tiros nas ruas.

Não gosto mais dessa cidade.

domingo, dezembro 05, 2004

O cara na porta do evento

Sabe, eu achei você bonito. Fiquei lá, parada na porta uns 30, 40 minutos e você na minha frente. Foi tempo bastante para achar você bonito. Depois, a música rolando e você não parecia interessado. Até te vi sentado na platéia, mas logo dispersou. Vi também você olhando para mim, mas, assim como a música, não prendi sua atenção.

Uma pena, acho que você ia gostar de saber que eu achei você bonito.

Talvez estivesse triste, chateado. Talvez acordara num mau dia. Quem sabe com auto-estima abalada, moral baixa. Seria bom você saber que eu achei você bonito.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Eu assumo meu lado princesa

Hj cedo sai p/ trabalhar como todos os dias há pelo menos 12 anos. A supresa ficou por conta de um singelo ser de pouco mais de um metro que, agarrado a sua boneca, me olhou fixamente e, entre um decioso sorriso, soltou: "Olha só, é a Branca de Neve!". Saí gargalhando pela rua, rindo do meu próprio mau humor matinal que não resistiu a esta expontânea declaração.

Se a pequena diz isso, quem sou eu para ir contra? Sacarei minha coroa e algumas flores para adornar meus cabelos, entrarei em vestidos vaporosos e calçarei meus sapatinhos de cristal. Mesmo que sejam apenas grampos e fivelas coloridas, saias jeans e all star, vou assumir meu lado princesa e ai de quem me desafiar. Corto-lhe a cabeça!

segunda-feira, novembro 29, 2004

Uma luz no fim do túnel

Tá certo. De vez em quando pinta uma maré de azar e todo mundo ao seu redor parece saído de um filme de terror, drama e suspense, tudo junto. Fica fácil perder a velha esperança na humanidade e em todos os conceitos da sociedade. Mas nada como um fato inesperado para mudar o cenário.

O cara chega e não fala nada. Segue mudo, mesmo com toda zorra ao seu redor. Na festa se transforma, divide a pista de dança palmo a palmo e segue madrugada a dentro se divertindo como nunca. De uma hora para outra se mostra o mais gentil dos seres, tira a camisa para proteger do frio a menina tremula, se oferece para buscar lanche para os famintos e acompanhar a moça solitária até seu destino. Ah, sim, ainda dá seu telefone e pede para ligar quando chegar. "Quero saber se você chegou bem mesmo", diz com o olhar mais meigo e atencioso que os meus já viram nos últimos meses.

domingo, novembro 07, 2004

Na era dos cyber friends

Pessoas sem rosto vagam por ai. Sem braços e pernas elas podem te acolher no colo, te fazer um carinho, te emprestar um ombro. Basta você ter um modem e um meio de conexão com a grande rede que tudo começa.

Não é magia. As janelas para o mundo se abrem e lá estão elas vendo a banda passar. Sempre dispostas para trocar uma idéia qualquer. E como é fácil.

Escrever o que sentimos ou falar com quem nunca vimos ou nunca veremos. E fala-se tudo, sobre tudo. E a imaginação faz a festa. Brinca de criar rostos, paredes, quartos, casas... Como um infinito jogo de encaixar.

Os românticos se esbaldam com a aura de mistério do "nunca te vi, sempre te amei". Em tempos de solidão real, nada como um amigo virtual para descarregar as mágoas do dia a dia. Sem rostos eles sempre sorriem para nós, sem mãos sempre nos fazem afagos...

quinta-feira, novembro 04, 2004

Eu tô tentando. Eu juro que tô mesmo tentando!

Não gosto mais dessa vida, desse corpo, desse cabelo, dessas palavras e, especialmente, desses sentimentos.

A vida eu não poso mudar agora, assim de uma hora para outra. Mas vou tentando. Troquei a linha de ônibus para ir ao trabalho, mudei o caminho também de volta para casa. Mudei os móveis do meu quarto de lugar e passei a dormir olhando o céu. A música que me desperta também é outra. Fui buscar minhas fotos da formatura (enfim!), levar o CD na rádio e coloquei o papo em dia com minhas amigas. Mandei emails para meus primos e amigos de longe e tenho passado muito mais tempo em casa.

Esse corpo também está com os dias contados. Parei mesmo de comer açúcar e outras tantas bobagens. Também dei um tempo no almoço diário com os meninos comilões do trabalho. Também já marquei uma consulta na clínica de estética.

Ah o cabelo... Esse ai é o mais mutante. Sempre sobra pra ele quando todo o resto desaba. Só este mês já cortei duas vezes!

Minhas palavras, ando tão cansada delas. Parece que falo sempre a mesma coisa. Mas não é fácil deixar de verbalizar o que te incomoda. Para mudá-las preciso passar para o próximo tópico.

Esses sentimentos. Aí está a raiz de todos os meus problemas e mudá-los é o maior de todos os mistérios da minha existência.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Cuidado comigo!

"Entre os dias 25/10 (hoje) e 15/12, você estará vivendo um ciclo de Marte muito especial que só ocorre de dois em dois anos, que é a passagem do planeta vermelho pelo ponto mais alto do seu mapa: o topo do céu ou “meio do céu”, como se fala em astrologia".

quarta-feira, outubro 20, 2004

Nada como ter pessoas interessantes à nossa volta

Às vezes vc se sente como aquele montinho de papéis amassados. Inúteis, sem graça, jogados fora. E essa sensação pode até perdurar por semanas, mas nada que te paralise ou tire você do eixo. Só aquele sentimento incômodo de que nada tem lá muita graça, especialmente sua imagem no espelho.

Mas eis que o telefone toca e aquela voz deliciosa diz do outro lado: "Tava com saudades de vc. Aparece aqui".

Pronto! Você subitamente toca fogo na papelada amassada e começa a dançar em volta da fogueira.

Viver é mesmo um grande barato!

sexta-feira, outubro 15, 2004

Testando novo software

Este post é apenas para testar a eficiencia de um novo programinha intalado na máquina no colega aqui ao lado.

E ai Rodrigo? Funcinou?

domingo, outubro 10, 2004

Nove de outubro

Achei mesmo que essa era uma data esquecida no meu calendário particular. Por vezes desejei que esse dia nunca tivesse amanhecido, que eu nunca tivesse atendido aquele telefonema, que nunca tivesse saído de casa... Sim, traumáticos mesmo os acontecimento pós nove de outubro de 2002.

Hoje, dois anos e um dia depois, dou o braço a torcer: aquele foi de fato um dos dias mais felizes da minha pequena existência. Tanto que comemoro sem mesmo saber. Ontem, dia nove de outubro, eu estava chacoalhando ao som dos hits dos anos 70 enquanto esperava uma das bandas mais representativas do felicíssimo mundo gay entrar em cena.

E foi assim, Village People no palco e eu me jogando na platéia absurdamente feliz da vida. Exatamente como há dois anos, na sala do ap dele.

"Um beijo maior do que você pode suportar"



"Young man, are you listening to me?
I said, young man, what do you want to be?
I said, young man, you can make real your dreams.
But you got to know this one thing!

No man does it all by himself.
I said, young man, put your pride on the shelf,
And just go there, to the y.m.c.a.
I'm sure they can help you today.

It's fun to stay at the y-m-c-a.
It's fun to stay at the y-m-c-a."

quarta-feira, outubro 06, 2004

O que os astros me dizem lá do Peru?

"El tránsito de Júpiter por tu casa cinco indica que durante un año vas a vivir un periodo excelente para las relaciones románticas. Sin nubes en el horizonte que te puedan molestar."

Ai ai...

segunda-feira, outubro 04, 2004

Sobre o medo

Tomada pelo medo ela estava paralisada. Mal conseguia pensar. O coração aflito, respiração ofegante, mãos tensas. Ela gesticula muito, fala apressada quase atropelando as palavras. Por vezes parece que vai cair em prantos, seus olhos mareiam e a voz embarga. Mas logo passa a mão nervosa pelo rosto tentando se recompor. Já nem sabe bem porque tudo mudou.

Respostas são o que mais precisa, mas o medo não a deixa buscá-las. Desde que descobriu que as feridas ainda se encontram abertas vive assim, acuada. No fundo sabe que tudo depende dela e que tanta angustia pode ter um fim rápido. Mas, pela primeira vez, sente medo de ir atrás.

A linha de frente sempre foi seu posto de combate. Qualquer intervenção que se fizesse necessária, era ela a primeira a atirar. Fazia valer o velho mito do corpo frágil cheio de forca. Mas as lutas foram tantas que algo se quebrou. Cansada de ver as feridas em seu corpo frágil, sente vontade de bater em retirada e pedir asilo.

Ao menos um vez, gostaria de ver a batalha de longe. Virar expectadora de sua vida e abrigar-se do conforto da tribuna até que alguém apareça no centro do palco para dizer que tudo foi um erro, que vai cuidar e protegê-la dali em diante.

domingo, outubro 03, 2004

Dúvidas

Como é mesmo que isso acontece? Você olha, gosta, troca sorrisos palavras, alguma coisa liga e sente vontade de olhar mais, falar mais. Ai beija, gosta e quer mais...

É isso mesmo não é? Esqueci de alguma coisa?

Estranhamente esse ciclo parece não fazer mais sentido. Acho q não sei mais seu significado.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Um grande susto!

Sou realmente crédula. Levo fé em tudo até que me seja provado o contrário, esse é meu limite para não parecer mais tola que o normal. Nessa história estão os oráculos, coisas que sempre me fascinaram. Admito ainda fazer uso de alguns e até manipular um, ou melhor, servir de meio para manifestação. Assim é bem mais poético.

O fato é que hoje, depois de almoçar um punhadinho de alimentos sem gordura, me pus a observar a estante de livros esotéricos e eis que uma lombada grossa com cores fortes (entre o amarelo e o marrom) me despertou atenção. Dizia: “Oráculo” em letras desenhadas.

Abri o livro achando que se tratava de um grande manual sobre todos os oráculos, mas, na verdade, o livro já era o próprio. Prometia respostas para todas as questões que dependessem de um mero “sim” ou “não”.

Óbvio que não resisti e deslizei meu polegar direito pela lateral do livro fechado com minha questão em mente. Abri uma página lá pelo meio da imensa publicação.

Quase que o deixei cair no chão o tal oráculo quando li a mensagem: “Se hoje é sexta-feira, o médium diz que sim.”