quarta-feira, junho 13, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
Como uma clara representante do mundo das palavras, eu tenho um saco cheio dessas frases. Algumas oriundas da sabedoria popular e outras tantas fruto da minha criatividade. Em meu vasto repertório existem aquelas que já são recorrentes. Quando o assunto é, por exemplo, o Brasil e suas mazelas invariavelmente eu costumo dizer que a saída para esses problemas é o aeroporto internacional. Com isso fiz desse lugar, o velho Galeão, meu grande portal.
Quando era pequena ficava imaginando o que existia além dos guichês de embarque. Para mim a viagema começava ali mesmo, nem precisava entrar no avião. Demorou uma boa dezena de anos até eu descobrir o que existia depois daquela entradinha. O grande salão cheio de cadeiras e algumas lojas não era tão excitante quando eu imaginava. Nem chegava aos pés da sensação do avião decolando, esta sim me surpreendeu.
Acho que fiz umas dez viagens a trabalho e uma de férias, tudo sem ultrapassar as linhas que demarcam o território nacional. Deu para esquecer essa brincadeira de portal e deixar tudo com cara de coisa cotidiana. Nunca mais olhei o Galeão como um lugar mágico.
A magia parece ter voltado. Há oito meses descobri o Terminal 2. Lá no cantinho, bem no final do corredor, encontrei o verdadeiro portal. Foi numa tarde de quinta-feira, era feriado... Lembro dos detalhes porque as coisas mudaram muito desde então, revoluções pessoais, eu diria. Voltei lá umas três vezes depois e é como das primeiras vezes, quando eu ainda era criança. Eu fico imaginando o que existe depois daquela pequena entrada. O salão com cadeiras e lojinhas? Que tipo de lojinhas? Que tipo de cadeiras?
O novo Tom Jobim tem uma novidade para mim. Eu tenho um portal para cruzar, e eu vou! E dessa vez não vou esperar por outra dezena de anos
segunda-feira, maio 28, 2007
Acordei com uma chance real de mudar minha vida de uma maneira radical e irreversível. Só conseguia pensar no novo, no desconhecido, na minha nova vida!
As inevitáveis horas se passaram e o cenário foi mudando. A chance real foi ganhando ares de remota e os pensamentos da nova vida dando espaço para as mazelas atuais.
No fim do dia estava mergulhada no meu passado até o pescoço manuseando fragmentos da minha vida em meio a caixas, gavetas, armários, sacolas....
Acho que hoje sou uma mera sombra do que fui ontem, mas não posso ser nada amanhã sem acabar com tudo isso.
terça-feira, maio 22, 2007
No Globo Esporte a matéria é com uma atiradora brasileira, chance de medalhas no PAM. Ela levou a arma para ser registra pelo exército porque vai embarcar para uma competição de tiro na ITÁLIA.
Um dos vilãozinhos de Paraiso Tropical está armando vários golpes na novela. No capitulo de hoje ele comprou um passaporte falso e revelou seus planos: depois de conseguir roubar os personagens do seu núcleo classe média muito alta vai embarcar para ITÁLIA.
Ma che cazzo faccio io?
terça-feira, abril 10, 2007
Lembro da primeira vez passando por ali sozinha e com as pernas trêmulas. Aquele misto de medo e excitação. Até hoje faço coisas assim quando vou a algum lugar movo pela primeira vez, fico repassando o trajeto na cabeça inúmeras vezes, leio o nome das ruas anotados (normalmente na palma da minha mão – sim, tenho o péssimo hábito de me rabiscar desde sempre) dezenas de vezes e sempre acho que estou perdida para sempre. É motivo de sobra para ficar com as pernas bambas.
Segurava a saia do uniforme da escola, sempre muito curta para subir a escada tão alta. Era por ali que eu passava com a turma do colégio todos os dias. Também foi ali que eu vi o menino mais bonito da escola pixar um muro e ganhar aquele ar de bad boy que só os caras do cinema tinham. E foi para lá que eu arrastei aquele menino lindo do cursinho que eu estava louca para beijar.
Hoje, enquanto passava por este mesmo lugar cheio de lembranças, reparei no sol quente, no céu azul e na data do calendário. Há 15 anos eu passei por ali num dia como esse. Eu voltava de uma manhã exaustiva de aulas intermináveis. Era um domingo e eu estudava todas as manhãs e as tardes descia aquelas mesmas escadas dizendo que não voltaria no próximo domingo, que não queria mais aquela vida. Só não consegui lembrar o que eu queria.
Tentei fazer um resgate. Queria saber se eu me realizei. Se nos últimos 15 anos eu cheguei onde planejava. Acho que não planejei direito ou simplesmente não planejei porque como há 15 anos eu penso a mesma coisa: não quero mais essa vida. Ainda estou buscando uma nova.
sexta-feira, abril 06, 2007
Pode parecer loucura. Me sinto arrasada, triste, muito triste. Achei que nunca mais sentiria essa dor outra vez. Na verdade não lembrava mais como doía, o quanto doía. Mas enfim... estou ferida e me sinto bem. Voltei a sentir tudo com a mesma intensidade de antes.
Tô na merda, mas tô feliz.
quarta-feira, março 14, 2007
Hoje parece que ele me ama mais que ontem, ou melhor, hoje parece que ele finalmente me ama.
sábado, fevereiro 24, 2007
Na hora combinada ela estava lá. Diante do inimigo não declarado se fez de rogada. Evitou qualquer tipo de aproximação. O comportamento causou espanto.
Questionada preferiu o silêncio.
Solicitada recusou o convite.
Aguardada se fez ausente.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Não adianta, não sei como lutar, é tudo novidade. Já recorri ao meu banco de dados atrás de informações acerca dos fatos atuais, mas não hpa nada lá que se assemelhe (nem de longe) com tal tormenta.
Sinto que estou na iminência de fazer uma bobagem, talvez a primeira grande bobagem da minha história. Confesso que tal fato exerce em mim um certo fascínio neste momento. Posso ser, enfim, a "bad girl" que tanto sonhei e descobrir se a máxima que eu tanto gosto ("Garotas boas vão para o céu, garotas más vão aonde quiser") é mesmo verdade. Não posso negar, tem um sorriso jocoso em meu rosto neste extato momento.
Mas não é tão fácil assim ser má de uma hora para outra. São anos andando na linha, ética, bom senso, consciência... Nossa! Quantos inimigos tem minha bad girl!!!
Eu estava mesmo indo bem até me deparar com uma arma letal: a música. Um minúsculo mp3 player de 1Gb me fez entregar os pontos. A garota boa foi nocauteada por alguns megabytes de arquivos de áudio. Angie Stone e Bill Witers, entre muitos outros, me levaram a lona no meio da madrugada.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
De verdade. Comecei a pensar nisso no momento em que tudo ficou mais sério. O dia do adeus chegaria breve. Para minha sorte estava aprendendo a viver. Não podia existir melhor momento.
Aprendi, vivi e disse adeus, mesmo sem querer ser ouvida. Sai assim, sem olhar para trás, como deve ser um adeus de verdade. Fiz tudo direitinho.
Mas não foi bem assim. Os dias que se seguiram apagaram o meu adeus. As semanas, os meses... tempo passando e o adeus? Findou-se. Cheguei a ouvi-lo meio assim sem jeito. Achei que era mesmo ele outra vez, mas não.
*****
Tarde de verão, sentada na areia da praia depois de horas de um bom papo eu concluo: cada vez mais eu faço parte da vida dele. Agora sou oficialmente amiga dos amigos.
sábado, fevereiro 17, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
São Valentino + TPM
sábado, fevereiro 10, 2007
Meninos e meninas
Muitas são as diferenças que separam meninas e meninos. Isso é assunto de tese, matéria, pesquisa, investigação... Um assunto inesgotável o qual eu não pretendo discorrer neste breve post.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Sim, lhe tenho um grande afeto. Já me dei conta. Demorou, mas já reconheci: o que sinto não é um “nada” ou uma coisa qualquer. É algo diferente, forte, especial. Tem ares de eternidade, de serenidade e muito de paz. Uma paz concreta, quase tangível. É bom, mas ainda não é o bastante para mudar tudo como nas outras vezes. Mas também não é possível voltar atrás e fazer de conta que nada aconteceu. Olhar você como da primeira vez, com olhos puros, sem desejo, sem malícia, sem o querer.
To bem no meio da ponte. Uma daquelas de cordas e troncos que atravessa uma fenda. Olho para trás e está tudo escuro, triste. Na frente tem um nevoeiro denso e fresco, daqueles que não deixam nada aparecer. Lá embaixo passa um rio... Posso pular na água fria, ter uma hipotermia e esquecer tudo. Mas eu não quero! Nem por toda a dor do mundo não quero esquecer.
Vou ficar aqui mesmo no meio da ponte, um dia o nevoeiro dissipa e me mostra o caminho na frente. Tenho certeza que ele será muito bacana.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
sábado, dezembro 16, 2006
Mas muita coisa ainda estava fora do lugar. A diversão era fulgaz, não passava da página quatro depois da introdução.
Uma noite, um show, um acaso e tudo mudou. Deu um passo de cada vez, viveu um dia de cada vez, conseguiu não olhar para frente e nem para trás por algum tempo. Medidas extremas para alguém tão comedido. Assim deu-se a revolução!
Viveu coisas jamais sonhadas, viu coisas jamais imaginadas, ouviu coisas jamais ditas, sentiu... Finalmente, ela sentiu! Sentiu e sentiu. E era só isso que precisava, era tudo que almejava, era o que mais lhe faltava.
Hoje em seus olhos ainda existe uma ponta de tristeza, em seu peito um naco de dor de uma ferida ainda não cicatrizada. Mas a alegria de voltar a sentir ilumina mais seu mágico sorriso.
terça-feira, novembro 21, 2006
Esse foi o tempo que ela levou para cruzar o oceano até as mãos dele. Já nem tinha mais esperanças, já que a incerteza consciente é uma constante entre eles. Mas, com toda a demora e tantas outras coisas contra, ela chegou provocando reações sempre inesperadas. E ele, emocionado, confessou que chorou. Ela, surpresa, se mostrou vaidosa.
Coisa boa esse laço que prende sem querer. Um nó que não sufoca, mas ata sem perceber.
quinta-feira, novembro 09, 2006
Sentada à mesa de um bar quase secular e rodeada de amigos de décadas, tive mais uma prova concreta da libertação.
Fiz minha primeira piada sobre meu relacionamento fracassado. Ri horrores da cena que meses antes me deixou doente, de cama. O melhor, fiz meus amigos rirem também.
Agora sim, jaz meu último relacionamento. Aquele que eu achei que era para sempre. Aquele que eu apostei minhas últimas fichas. Acabou de verdade, virou uma piada numa mesa de bar.
Rir de mim mesma ainda é minha grande qualidade:-)
sexta-feira, setembro 22, 2006
Meu querido Léo mandou mais uma de suas correntes do bem online, para aqueles que gostam de brincar de borboletar de blog em blog. A idéia é responder de bate-pronto as pequenas questões propostas em negrito. Desafio aceito, Sr. Ock.
Eu sou engraçada, ingênua, tagarela, sonhadora, tímida, carinhosa, atenciosa, teimosa, atensiosa, jornalista, artesã, multimidia, mutável, mutante, amiga, responsável, sedentária, mística.
Eu estou crescendo e mudando constantemente, mas estou de volta:-)
Eu sei fazer qualquer coisa que eu diga que vou fazer.
Eu quero viajar para Europa.
Eis meu retrato instantâneo. Pq quando acabar de postar já serei outra:-)