sexta-feira, junho 27, 2003

Dez músicas para pensar em você

1. Beautiful - India Arie
2. Ce Matin La - Air
3. Whish I Didin't Miss You - Angie Stone
4. Aint No Sunshine - Bill Witters
5. The Origin of Love - Hedwig and The Angry Inch
6. Amores Possíveis - Moska
7. Feel to Believe - Beth Orth
8. Voc(ê) - Video Hits
9. That I Would Be Good - Alanis Morissete
10. Dueto - Chico Buarque

A saudade eh algo indecifrável!

terça-feira, junho 24, 2003

Ele é gato, rico, discreto, tem uma banda e ainda distribui presentes caros para todos os lados.



O Neo aí encima presenteou seus 12 dublês com Harley Davdson 0Km como forma de agradecimento pelo bom trabalho no Matrix Reloaded. Veja só a explicação do rapaz:

Jada Pinkett Smith, a Niobe do filme, disse que, durante as filmagens, você ganhou 12 motos Harley Davidson e as deu de presente.

Foi verdade. Para rodar a cena em que Neo confronta múltiplos agentes Smith, foram três semanas de trabalhos diários e 12 dublês. Em determinado momento naquela seqüência, eu sou agarrado por dois agentes, dou uma pirueta para trás, pego a cabeça deles e bato uma contra a outra. Só para fazer esse detalhe, os dublês tiveram de se jogar 21 vezes contra o chão. Eu queria arranjar um jeito melhor de dizer "obrigado" aos caras que me ajudaram a criar as cenas de luta mais incríveis do cinema. Dei uma moto para cada um.

segunda-feira, junho 23, 2003

Sobre o Tempo

Aquela velha sensação de que o mundo pára se ela nada fizer ainda a acompanhava, agora um pouco mais sólida que antes.
Certa vez alguém lhe perguntou: até quando você vai obrigar as pessoas a lhe reservar um espaço na vida delas? Tal questionamento surgira como resultado de um de seus enésimos equívocos. Sempre tentando resolver as coisas, queria a qualquer custo se fazer saber, se fazer pertencer, se fazer entender, se fazer estar. Se alguma coisa estava sem resposta, lá saia a cata de um porque que satisfizesse sua sede, mesmo que este não lhe fosse de bom grado. Mesmo se este dor lhe trouxesse, lá estava, fingindo-se de firme, pronta a ouvir o que quer que fosse. Se declarava preparada para tal sofrimento, justificado com o curto prazo que este teria se todas as esperanças fossem dissipadas com as explicações prematuras, as quais insistia sempre em colher. O tal "dar tempo ao tempo" nunca foi de seu contentamento, preferia "o benefício da dúvida é para os covardes". E assim seguia, fazendo seu mundo girar com seus argumentos, por vezes irrefutáveis, suas idéias, por vezes absurdas, como suas próprias mãos, já um tanto calejadas.
Com o passar dos anos sua força veio a diminuir, seu entusiasmo diante da vida e dos fatos que ela lhe propunha já não eram mais a mola propulsora para todos os seus sonhos mais secretos. Perdera um pouco do brilho. Parou de obrigar as pessoas a lhe reservar um espaço em suas atribuladas vidas, se postou a esperar e não demorou a observar seu mundo gradativamente diminuir a velocidade.
Agora espera que pare, a comprovação total de sua teoria inicial será seu único afago, já que não mais lhe restará espaço na vida de mais ninguém.


sexta-feira, junho 20, 2003

Primeiros minutos aos 32

Os primeiros parabéns vieram através de um cartão virtual enviado por um site de encontros de origem americana
A primeira música foi Jeremy do Pearl Jam;
A primeira guloseima um Danete de chocolate;
O primeiro presente uma jaqueta jeans;

É estranho fazer aniversário depois dos 30.

quinta-feira, junho 19, 2003

Novas visões do jornalismo televisivo

Você senta diante da TV para acompanhar uma matéria sobre a polêmica taxa de juros brasileira, sobe, desce ou estabiliza? A expectativa está criada desde o início do novo governo. Tudo bem, isso todo mundo está ciente há meses. A notícia era a queda de 0,5%, a esta altura, já passava das 23h, exaustivamente divulgada e comentada pelos mais diversos telejornais dos demais canais de TV. A solução, talvez possa se caracterizar assim o excesso de criatividade do jornalista ou editor que finalizou a matéria, poderia estar na edição da matéria. O repórter foi até um salão de bilhar para falar das taxas de juros. Não comece a imaginar que os jogadores de sinuca têm curso superior em economia ou coisa semelhante. Eles ilustraram de maneira real a "sinuca" em que os economistas de plantão no governo brasileiro se encontram. Baixar os juros pode significar demissões, mantê-lo ocasionar uma queda maior na qualidade de vida, nas negociações em geral e a temida estagnação do mercado atual. O repórter dizia que o governo não sabia qual bola poderia acertar, enquanto a câmera fechava numa bola qualquer na mesa. Desenvolvendo o pensamento, ele explicava que uma bola certa precisava ser encaçapada, e lá estava o câmera dando um close nas bolinhas coloridas de bilhar. Quando se referiu ao frustrante 0,5%, a câmera estava fechada nas diversas tacadas do jogador, encaçapando algumas bolas. A criatividade não tem mesmo fronteiras.

terça-feira, junho 17, 2003

Cenas do cotidiano suburbano

11:20h da manhã, uma carroça cruza uma movimentada avenida urbana. Ente os carros, segue a carroça velha lotada de papelões, um rapaz conduz o cavalo até o destino previsto. Estranhamente pequenos pedaços de isopor branco (desses utilizados para proteger cargas de objetos frágeis) começar a se espalhar pela avenida, por um momento a paisagem se assemelha a de algum país frio, uma nevasca. Os flocos de isopor se espalhando no asfalto, ajudados pelo vento e pelo passar dos carros fazem a paisagem mudar. A cena curiosa está formada! Atrás da carroça, uma saveiro com rapazes na caçamba completam o quadro gritando "Papai Noel! Papai Noel!". Curiosamente o condutor da carroça vestia uma rota camiseta vermelha.

O Brasil tem mesmo seu jeito para absolutamente tudo!
A verdadeira arma de Lula

Nosso atual presidente é de fato um homem inédito. Ver Lula discursando, mesmo que seja numa feira de doces de uma cidadezinha qualquer, é uma experiência insólita. Caminhando de um lado ao outro do palanque, microfone na mão, o homem dito rude rebate críticas cheio de sutilezas, com o cuidado de não citar nomes, mas dando um claro recado a quem lhe dirigiu o desafio verbal. Assume que não sabe falar inglês, mas mesmo assim consegue trazer alguma moeda estrangeira para o país. Usa sua própria família como exemplo para a demora dos resultados de seu governo. Não é fácil se manter imune, seus exemplos, linguajar e trejeitos são tão próximos que seu estigma de homem do povo ainda se mantém intacto, apesar do terno bem cortado, dos cabelos bem penteados, da barba bem feita e dos quilinhos a menos. Lula tem paixão e consciência. Paixão nas coisas que diz e consciência do peso que carrega nos ombros. "Eu não posso errar", diz ele, clara e conscientemente.

quarta-feira, junho 11, 2003

Por que será q pessoas legais sofrem tanto?

Quando lembro dela só me veêm boas lembranças, coisas engraçadas, molecagens. Estava sempre rondando a cozinha atrás de alguma coisa boa para comer, em geral doces, sua eterna paixão. Implicava com todo mundo, colocava apelhidos, fazia do mundo uma piada, mexia com os defeitos e ria, ria muito. Sempre ria de tudo e de todos. Parecia uma moleca, uma enorme moleca, grande, rechonchuda, de colo macio e abraço aconchegante.

Dia de festa era impossível contê-la. Fazia os doces, comia os doces, cozinhava, arrumava a casa, estava sempre ali, pronta p/ ajudar no que fosse preciso. Quando os convidados chegavam lá estava ela, toda cheirosa (adorava se perfumar), conversando, brincando, dançando, sempre muito alegre.

Gostava de me olhar, me observada buscando traços de quem amou muito no passado. Alguém que ela fazia questão de lembrar sempre e de me fazer saber. Me fazia conhecê-lo, me fazia reconhecer em mim pedacinhos dele que eu nunca saberia se não fosse ela. Ciumenta, certa vez brigou para ver quem me paparicava mais, e olha que eu já tinha 15 anos. A mania mais engraçada era a de colocar o pé dos bebês da família na boca, fez isso com todos. Acho que era uma tradição.

Hoje o dia estava lindo. Um belo dia de Outono, céu azul, brisa fesca, temperatura amena, aquele solzinho gostoso. Como algém tão especial pode ir embora num dia assim?

Adeus Tia Licinha, sentirei saudades.

segunda-feira, junho 09, 2003

Diálogo impagável

Entro no elevador de um edifício comercial na Freguesia, Jacarepaguá, e:

- Você é roqueira?
- Depende.
- Depende do que?
- Do meu humor.
- Me dá seu telefone?
- Porquê?
- Porque gostei da sua roupa.
- Não vai adiantar, onde eu comprei não tinha o seu número.
- Então me dá 5 minutos do seu seu tempo que eu te conveço a me dar seu telefone.
- Acho difícil, você já gastou 4 e se quer me deixou curiosa para olhar para trás.

Graças a Deus o sexto andar chegou!
Notícia boa

Completei minha coleção de CDs do Pizzicato Five. Adquiri esta semana The Sound of Music By Pizzicato Five, Playboy&Playgirl e Remix Album: Happy End of You. Estou sonoramente mais feliz agora:-)

domingo, junho 08, 2003

Listinha...

O primeiro semestre de 2003 já esta dizendo adeus e eu me dei conta dos meus ínfimos programas. Quase não sai, quase não vivi este ano, consigo contar nos dedos de uma mão o número de domingos q passei de bobeira em casa e na Internet, como hj:-) Vamos a listinha dos 10 programas mais legais de quem saiu pouquíssimo nos últimos 6 meses.

1. Música Urbana - A festinha da Trama q abalou a Marina da Glória no início do ano. Ela começou no ano passado, tinha edições mensais e foi realmente muuuito legal.
2. Show da Nação Zumbi no Canecão - Foi o lançamento do último CD da banda, sem palavras, eu AMEI!
3. Show do Lenine na Fundição Progresso - Sem cometários! Além do próprio som do Lenine, a atração extra foi os dois atores portugueses contratados da Globo se acabando de tanto pular.
4. Bloco das Carmelitas - Sei que é estranho isso, mas eu brinquei carnaval este ano e não poderia ser em um lugar melhor, Santa Teresa:-)
5. Show do Chico Pinheiro no Mistura Fina - Finalmente meu queridinho Chico lançou seu primeiro CD:-)
6. Sister Moon - Ainda não conhecia a casa e me apaixonei. O lugar é povoado de boas lembranças da minha adolescência, foi emocionante entrar lá. Ah, e teve meu primeiro pileque.
7. Páscoa na casa do Tio João - Fazia tanto tempo q não via minha família q eu até curti:-)
8. Churrasco na Casa de Madeira - Foi uma noite ótima!
9. Rock na Varanda - Não podia ficar de fora, é o melhor agito e a próxima edição é dia 14/06, apareça. (R. Santos Titara, 131 - Méier)
10. Festa Dughettu - E pensar q eu demorei tanto para conhecer o clima da festa. Tá rolando toda quarta lá no São Thomé (Shopping Open Mall), quem curte black music vale a pena conhecer.
Lembranças

Hj encontrei os posts do meu último blog. Ele esteve no ar no início do ano passado, estava numa onda blogueira, bem mais forte do que esta, diga-se de passagem. Li os posts com aquele clima de nostalgia, acabei por perceber uma profecia escondida dentro de um deles.

"Na contramão disso tudo, redescobri minha amizade, e talvez paixão, pelo Guto. Passei uma tarde na casa nova dele na Glória, e foi incrivelmente delicioso. Já tinha me esquecido o quanto era bom ficar perto dele. Aquele clima, muita música, cinema, livros, respiramos cultura. Ah, como é bom ter amigos inteligentes! Conversamos muito. Repetimos a dose, um pouco menor de fato, no aniversário dele. Ele anda meio dodói e estou pensando em dar uma paparicada básica nele hoje à tarde. Já combinamos um montão de programas para fazermos juntos, incluisve o show do Video Hits na próxima terça, tô pensando muito nele e já até imaginei algumas formas de roubar-lhe um beijo, mas algumas revelações feitas no finalzinho do ano que passou me mantêm cautelosa. Ainda não sei se isso será saudável para nossa impecável relação".

Este post é de janeiro de 2002. Hj o Guto é meu ex, meu último engano sentimental. Nossa "impecável relação" agora se resume a emails vazios e nenhum contato. Perdi minha identidade tentando ser feliz ao lado dele, abdiquei do título de melhor amiga, do de amiga da família, de amiga mais antiga, preferida da sobrinha, queridinha das irmães e por ai vai. Dispensei o lado racional, deixei que ele me roubasse um beijo e agora só tenho a saudade, saudade das tardes na Glória no meio de livros, vídeos e CDs, saudades de me sentir bem ao lado dele. Saudades do meu sorriso. Apostei alto, 6 anos de amizade, e perdi feio.



Faz tempo q não vejo esses sorrisos.
Como é bom ouvir Beatles no último volume!!!!!

domingo, junho 01, 2003

Pequena apropriação

Sei que não é nada legal fazer isto, mas não resisti. Ele é um dos meus queiridinhos, o gato mais antipático de todos os tempos. Roubei a foto que ilustra a pequena nota que meu melhor amigo virtual escreveu. Nao conto o conteúdo, vc vai ter que visitá-lo para saber o que o gato anda aprontando. Apareça no Blog do Fábio.

sexta-feira, maio 30, 2003

Ontem ouvi que amor mal resolvido é como dente quebrado. Não pensamos nele, mas é só passar a língua que ele está lá.

Ontem arranquei um dente, passo a língua e o espaço dele ainda está lá.

Hoje recebi um email. Achei que tinha esquecido, mas ele ainda está aqui. Parece que os meses não passaram. Cinco longos meses, mais de 150 dias, mais de 3.600 horas, para onde foi tudo isso? A dificuldade para juntar quatro CDs, um box-set e uma revista, coisas tão poucas, me fazem questionar. São pedacinhos dele que ficaram por aqui, são os sons que ele gosta, coisas que repartimos, agora ele as quer de volta. Não serão mais "nossas", como foram "nossos" os dias, os meses, os anos.

Meu dente se foi ontem, os pontos e o espaço ainda estão aqui.
Ele quis ir há meses, seu amor e seu espaço ainda estão aqui.

As duas coisas doem quase na mesma intensidade.

quinta-feira, maio 29, 2003

Muito necessário!

Para que serve uma relação?
Esta foi uma entrevista que o Dr. Drauzio Varela deu à revista Marie Claire:

"Uma relação tem que servir para tornar a vida a dois mais fácil".

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra
pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo
sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos
dadas, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter
alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com
isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir e
quase sempre estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita
a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas sua
inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há
entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois de divertirem, demais,
mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num
momento de aperto e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia,
e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um
perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o
outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que
o mundo não se resume aos dois.


domingo, maio 25, 2003

Há pouco mais de 2 anos eles lideravam minha lista de grupos mais odiados. Depois da apresentação, conferida de bem perto por minha pessoa, na lendária Tenda Brasil (RiR III) essa história toda mudou. Los Hermanos mudou de posição, especialmente após ouvir (exaustivamente) o belíssimo Bloco do Eu Sozinho. Hj, com do lançamento do Ventura, a banda está entre as mais ouvidas em todos os lugares por onde ando. O Blog não poderia ficar de fora.

Já q todo mundo tem uma história p/ contar com alguma música de fundo, ou se identifica com alguma letra, eu pesquei essa do Ventura p/ servir de trilha p/ minha saudade mais presente.

Cara Estranho
(Marcelo Camelo)

Olha só,
que cara estranho que chegou
Parece não achar lugar
no corpo em que Deus lhe encarnou

Tropeça a cada quarteirão
não mede a força que já tem
exibe à frente o coração
que não divide com ninguém

Tem tudo sempre às suas mãos
mas leva a cruz um pouco além
talhando feito um artesão
a imagem de um rapaz de bem

Olha ali quem está pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
se alguém não aponta a direção

Periga nunca se encontrar
Será que ele vai perceber
que foge sempre do lugar
deixando o ódio se esconder

Talvez se nunca mais tentar
viver o cara da tv
que vence a briga sem suar
e ganha aplausos sem querer

Faz parte desse jogo
dizer ao mundo todo
que só conhece o seu quinhão ruim

É simples desse jeito
quando se encolhe o peito
e finge não haver competição

É a solução de quem não quer
perder aquilo que já tem
e fecha a mão pro que há de vir.


Pequenos tópicos

* Um cara sacaneia uma menina durante um ano inteirinho. Passa-se mais um ano (a criatura jé é dada como morta) e, do nada, ele surge na frente dela, como mágica, e pede perdão. Bem no meio de uma festa!

* Um cara diz q está seriamente interessado numa menina. A respeita, sente algo legal por ela. Mas, quando finalmente ela esta na sua frente, esperando apenas q ele dê a largada, ele prefere recorrer aos alucinógenos. E a deixa ali, só olhando.

* Um cara revela q existe um clima, um daqueles q fazem a imaginação fluir sem dificuldades. O alvo do clima (a menina), depois de assimilar esta informação e viajar no clima também, procura ficar sempre por ali, ao alcançe dele. Ele, estranhamente, procura sempre se manter ocupado, indisponível, acompanhado!?!?!

Vc sai de casa com o firme propósito de se divertir apenas, mas nada nunca é tão simples assim.

domingo, maio 11, 2003

Da série "O q pode ser pior num domingo pela manhã?"

Capítulo1 - O som q vem dos seus vizinhos

Gosto musical vem de berço! Nao adianta, isso é hereditário, ou ao menos formado com o tempo, do mesmo jeito q o caráter. Se vc ensina a um bebê as primeiras frases sem concordância verbal do Rap da Lacraia, ou qq coisa q o valha, estará formando um futuro marginal musical. Nunca verá,sequer de longe, seu pequeno pupilo experimentando as delícias de uma acorde de jazz, ou a sensualidade contida dentro da soul music, do blues, e outras nuances q os mais variados estilos musicais escondem.

Vc acorda meio atordoado com os resquícios da noite de sábado, se depara com as intervenções auditivas q veêm da vizinhança e se pergunta: O q afinal pode ser pior?

- Aqueles pagodinhos paulistanos q variam sempre sobre o mesmo tema tocados em sequência, formando um tipo de pout pourri das melhores (?) da semana;

- Alguns clássicos da soul music (sempre salva um) encobertos por uma voz estridente q jura q canta, mas daqui só se ouvem berros num idioma até então desconhecido p/ mim;

- As versões de músicas antigas regravadas em axé, pagode e outros ritmos indecifráveis q volte e meia pontuam a programação de alguma rádio "tradicional" do diel carioca;

- Aquele CD preferido, q vc mesmo não gostando acaba cantarolando pq já decorou até a sequência das músicas, q seu vizinho do lado escuta sempre no mesmo dia (domingo), no mesmo horário (o mais cedo possível) e no mesmo volume (o mais alto).

Mau humor à parte, a criatura q jura cantar se diverte, com certeza, sem saber q me tortura de longe, o q de certa forma já faz valer o objetivo da música e dá a ela um certo perdão por assassinar o vocal original. Na verdade todo mundo se diverte nesse quateirão, o problema é manter a calma e a paciência para tanta diversidade musical num horário onde seus neurônios querem apenas relaxar. A saída segue a máxima "se não pode vencê-los, junte-se a eles". Ligo meu belíssimo micro systen JVC (fofésimo!) e entro na brincadeira bombardeando em alto e exelente som, minha concorrida vizinhança. Atolo eles com os tambores do mangue beat, as quebradas dos DJs de plantão, cântigos do Cordel, sambarock, o bom e velho rock'n roll, heavy metal e tudo mais q pintar pela frente num formato de CD.